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    Ucrânia diz que somente o país e a Otan devem decidir sobre adesão à aliança

    Ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, não descartou a possibilidade de conversas sobre a entrada do país na Organização

    Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, durante reunião em Kiev
    Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, durante reunião em Kiev Foto: Alex Brandon/Pool via Reuters (19/01/2022)

    Aleksandar Vasovicda Reuters

    O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou após se encontrar com seu colega italiano Luigi Di Maio em Kiev, nesta terça-feira (15), que apenas a Ucrânia e a  Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devem decidir sobre a oferta para que o país se junte à aliança.

    “Ninguém, a não ser a Ucrânia e os membros da Otan, devem ter voz nas discussões sobre a futura adesão da Ucrânia à Otan”, ressaltou Kuleba.

    A reunião com Di Maio ocorreu horas depois que a Rússia disse que estava retirando algumas de suas tropas posicionadas perto da Ucrânia. Além disso, o parlamento russo pediu ao presidente Vladimir Putin que reconhecesse dois territórios mantidos por rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.

    Uma possível entrada do país na Otan é considerada uma das principais causas do aumento da pressão no Leste Europeu. A Rússia tem uma posição forte contra a possibilidade de a Ucrânia ingressar na Otan e, consequentemente, estreitar laços com os países ocidentais.

    Os russos, inclusive, pediram garantias ao Ocidente de que a aliança não iria expandir mais para o Oriente — principalmente na Ucrânia. O pedido, no entanto, não foi atendido, o que frustrou o presidente russo, Vladimir Putin.

    A Ucrânia não faz parte da Otan, mas há muita expectativa de que o país se junte em breve à aliança. Por outro lado, a Rússia encara esse movimento como uma ameaça à sua hegemonia no Leste Europeu.

    Embora a Ucrânia não faça parte da Otan, é vista pela aliança como uma importante aliada. A Otan fornece consultoria de nível estratégico ao país e chegou a descrever o relacionamento com os ucranianos como “uma das parcerias mais substanciais da Otan”.

    Com a mobilização de dezenas de milhares de soldados russos na região da fronteira da Ucrânia, a aliança prontamente reagiu procurando aumentar sua presença na região do Leste Europeu.

    *Com informações de Vinícius Tadeu, da CNN