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    UE quer deixar dependência de gás russo e ir para renováveis, diz von der Leyen

    Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante entrevista coletiva em Bruxelas
    Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante entrevista coletiva em Bruxelas 28/10/2021 REUTERS/Johanna Geron

    Giovanna Galvanida CNN*

    em São Paulo

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    A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco quer “sair da dependência do gás russo e seguir para a energia renovável no futuro”, uma transição definida como “estratégia para a independência” europeia frente à Rússia, declarou.

    Von der Leyen fez os comentários nesta quarta-feira (23) ao lado do primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que encontrou-se com ela para debater o fornecimento de gás natural enquanto as tensões com o país de Vladimir Putin, um grande fornecedor desse tipo de energia para a Europa, seguem aumentando.

    “Há muitas questões que podemos discutir com a Noruega. A Rússia instrumentalizou a energia nos últimos meses, senão nos últimos anos, para colocar pressão não só na Ucrânia, mas na União Europeia, e estamos determinados a sair dessa dependência do gás russo”, disse a presidente.

    No entanto, von der Leyen destacou que este é um processo de “transição de fonte energética” e não dispensou a importância do gás natural para o bloco europeu.

    O posicionamento da União Europeia sobre o tema tomou mais importância após a Alemanha, país mais rico do grupo, anunciar que suspenderia a licença de funcionamento do gasoduto Nord Stream 2.

    O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que ninguém poderia “prever” o que aconteceria com o empreendimento, que poderia fornecer 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. Isso representa mais de 50% do consumo anual da Alemanha e pode valer até US$ 15 bilhões para a Gazprom, a estatal russa que controla o oleoduto.

    “Estamos tendo uma situação agora em que ninguém deveria apostar nisso [Nord Stream]”. Ele acrescentou: “Estamos longe de colocar [o gasoduto] em operação”, disse Scholz após o anúncio da suspensão da certificação;

    O governo russo não reagiu com surpresa à sanção ao gasoduto, bem como outras medidas impostas contra empresas e indivíduos russos por países ocidentais. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, chegou a ironizar o anúncio de Scholz sobre Nord Stream 2, comentando um possível aumento nos preços devido à alta demanda do gás.

    “O chanceler alemão Olaf Scholz emitiu uma ordem para interromper o processo de certificação do gasoduto Nord Stream 2. Nós vamos. Bem-vindo ao admirável mundo novo, onde os europeus muito em breve pagarão 2.000 euros por 1.000 metros cúbicos de gás natural”, tuitou Medvedev.

    *Com informações da CNN e da Reuters

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