União Europeia discute novas sanções contra o Irã, diz chefe da diplomacia

Kaja Kallas afirmou que a ação das forças de segurança contra os manifestantes é "inaceitável"

Da Reuters
Compartilhar matéria

A União Europeia está discutindo novas sanções contra o Irã, afirmou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, nesta terça-feira (13), durante uma visita a Berlim.

Kallas fez as declarações em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.

"A resposta brutal das forças de segurança é inaceitável e expõe um regime com medo do seu próprio povo. A UE já impôs sanções abrangentes ao Irã, aos responsáveis ​​pelas violações dos direitos humanos, pela proliferação nuclear e pelo apoio de Teerã à guerra da Rússia, e estamos discutindo a imposição de sanções adicionais", destacou.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu aos iranianos que continua em protestando e disse que a ajuda estava a caminho, em uma publicação na plataforma Truth Social.

Trump não deu detalhes, mas acrescentou que cancelou todas as reuniões com autoridades iranianas até que o "assassinato sem sentido" de manifestantes cesse.

Entenda os protestos no Irã

Protestos antigoverno no Irã eclodiram no país no final de dezembro, em uma onda de agitação nacional que representa o maior desafio ao regime em anos.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e se transformaram em manifestações mais gerais contra o regime.

As preocupações com a inflação atingiram o auge na semana passada, quando os preços de produtos básicos como óleo de cozinha e frango dispararam dramaticamente da noite para o dia, com alguns produtos desaparecendo completamente das prateleiras.

A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos mais baratos em comparação ao restante do mercado – o que levou lojistas a aumentarem os preços e alguns a fecharem suas portas, iniciando os protestos.