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    União Europeia inicia campanha de vacinação contra a Covid para crianças

    Em meio a incertezas sobre a variante Ômicron, governos europeus pedem que a população conclua a imunização contra a doença

    Crianças são vacinadas contra a Covid-19 em Leipzig
    Crianças são vacinadas contra a Covid-19 em Leipzig , na Alemanha10/12/2021 REUTERS/Matthias Rietschel

    Clara-Laeila LaudetteNathan AllenKrisztina Freyoda Reuters

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    Países da União Europeia (UE) deram início a uma campanha de vacinação contra a Covid-19 para crianças, em meio a infecções crescentes e temores sobre a rápida disseminação da nova variante Ômicron.

    Os primeiros estudos indicam que as vacinas de duas doses existentes podem ser menos eficazes contra a nova variante, mas ainda evitarão doenças graves e podem proteger os sistemas de saúde de ficarem sobrecarregados. Com os casos de Ômicron dobrando a cada dois dias em alguns países, a corrida pela imunização começou.

    Os primeiros frascos e seringas pediátricas especialmente adaptados para doses menores da vacina da Pfizer chegaram à região esta semana. Cerca de 27 milhões de crianças de 5 a 11 anos são elegíveis para a vacina na UE, e a maioria dos países deseja agir rapidamente.

    Na Espanha, centenas de pais fizeram fila para vacinar seus filhos no hospital Infanta Sofia, em San Sebastián de los Reyes, próximo a Madri, que espera administrar mais de 1.000 vacinas por dia.

    Nuria Miró, arquiteta de 41 anos, espera que vacinar seus dois filhos mais novos, Pau, de 11 anos, e Marti, de 5 anos, trará tranquilidade para sua família no Natal, quando eles se encontrarem com parentes idosos.

    “Estávamos realmente ansiosos para que eles pudessem receber a vacina. Em nível pessoal e social, é imperativo que todos sejamos vacinados”, disse ela, acrescentando que considerava a vacina tão arriscada quanto qualquer outro medicamento.

    Johanna, de seis anos, fechou os olhos ao receber sua primeira vacina contra o coronavírus nesta quarta-feira (15), no hospital infantil Bethesda, em Budapeste, capital da Hungria.

    “Johanna talvez esteja um pouco nervosa, mas também disse que estava pronta para isso”, disse seu pai, Zsolt Jorasz. “Eles não têm medo, estão acostumados a tomar vacinas”, concluiu.

    A campanha é um teste da vontade dos pais de imunizar seus filhos, enquanto governos tentam evitar hospitalizações em massa, como nas ondas de Covid-19 anteriores.

    Embora a maioria das crianças não fique gravemente doente por causa do coronavírus, elas podem, involuntariamente, infectar outras pessoas com maior risco. E as crianças agora respondem pela maioria dos casos na Espanha, Alemanha, Dinamarca e Holanda.

    “Para o bem comum”

    A Hungria informou que 38 mil pais registraram seus filhos para a vacinação até agora, enquanto na Polônia mais de 100 mil crianças se inscreveram para a campanha de imunização, que terá início na quinta-feira (16).

    Em Roma, palhaços e malabaristas foram convocados para animar e distrair crianças que estavam sendo vacinadas em uma campanha que se estendeu ao resto da Itália.

    “Cada um tem a sua opinião, mas queríamos fazê-la [a vacinação] pelo bem comum, pela escola, e garantir que as aulas continuassem, senão nunca sairemos desta situação”, disse Matteo Megna, que trouxe uma criança para vacinação.

    A Dinamarca começou a vacinar crianças contra Covid-19 antes da recomendação em toda a União Europeia, e imunizou quase um em cada quatro pessoas elegíveis dessa faixa etária após pouco mais de duas semanas.

    Mas alguns pais dizem que não se sabe o suficiente sobre o impacto da vacina nas crianças. Nos Estados Unidos, preocupações semelhantes fizeram com que apenas 18% das crianças recebessem uma injeção desde que se tornaram elegíveis, no mês passado.

    França, Finlândia e Alemanha, onde o ceticismo é relativamente comum, estavam vacinando apenas as crianças mais vulneráveis, em vez de buscar cobertura geral.

    Porém, em um consultório pediatra que aplica vacinas na cidade alemã de Maintal, perto de Frankfurt, a mãe Sandra Harnisch disse que sua família tinha estado em quarentena nove vezes até agora, por 10 a 14 dias, porque algum deles teve contato com um pessoa infetada.

    “Para uma aluna da segunda série, isso é quase insuportável, porque ela perdeu muitas aulas”, disse ela.

    A Espanha, onde a vacinação foi adotada, já está planejando administrar uma segunda dose a crianças após oito semanas em escolas e hospitais.

    “Hoje é o primeiro dia, a resposta tem sido extraordinária – e estamos convencidos de que continuará assim”, disse a repórteres a ministra da Saúde, Carolina Darias.

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