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    Universidade da Suíça afirma que não vai revogar honraria concedida a Mussolini

    Líder fascista foi homenageado em 1937 com um doutorado honorário, o que instituição reconheceu como "erro grave"

    Mussolini, que viveu na Suíça de 1902 a 1904, foi executado por guerrilheiros em abril de 1945
    Mussolini, que viveu na Suíça de 1902 a 1904, foi executado por guerrilheiros em abril de 1945 ullstein bild via Getty Images

    John Revillda Reuters

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    Um doutorado honorário concedido por uma universidade suíça ao ex-ditador italiano Benito Mussolini não será revogado, apesar de ser um “erro grave”, disse uma comissão sobre o caso.

    A Universidade de Lausanne (UNIL) homenageou o líder fascista em 1937 por “ter concebido e realizado em sua terra natal uma organização social que deixará uma marca profunda na história”.

    A universidade foi solicitada várias vezes a retirar a controversa homenagem a um destinatário que foi aliado de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

    Um painel de especialistas encarregado de examinar o caso concluiu que a decisão de conceder o doutorado “constituiu um grave erro por parte das autoridades acadêmicas e políticas” da época.

    “Este título constitui uma legitimação de um regime criminoso e sua ideologia”, afirmaram em um relatório publicado na sexta-feira (24).

    Entretanto, o painel não recomendou a retirada do título, avaliando que a ação daria a falsa impressão de que a decisão original de dar o doutorado poderia ser “corrigida hoje”.

    A universidade disse que a retirada do prêmio poderia fazer os críticos acreditarem que ela queria apagar o passado.

    “Ao invés de negar ou apagar este episódio, que faz parte de sua história, a direção da UNIL quer que ele sirva como um alerta permanente”, disse em comunicado nesta sexta-feira.

    Mussolini, que viveu na Suíça de 1902 a 1904, foi executado por guerrilheiros em abril de 1945.

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