Eleição no Equador: Começa apuração dos votos
Candidatos à Presidência votaram em segurança neste domingo (20), em meio a temores após a morte de Fernando Villavicencio

As urnas fecharam no Equador por volta das 17h no horário local (19h no horário de Brasília), marcando o fim da votação para as eleições deste ano no país. Iniciou a apuração dos votos que vão decidir os parlamentares e o próximo presidente do país.
A votação no exterior segue aberta, o horário será das 9h até às 19h (hora local do país em que o eleitor está).
A participação dos cidadãos nas eleições deste domingo (20) ficou dentro da margem histórica esperada, de 82,26%. Mais de 13 milhões de pessoas estavam elegíveis para votar.
A eleição aconteceria apenas em 2025, mas foi antecipada pelo presidente Guillermo Lasso em 17 de maio, quando decretou a chamada “morte cruzada”. A justificativa usada foi a grave crise política e comoção interna.
A campanha eleitoral, que terminou na quinta-feira (17), foi marcada pela violência, com o ponto mais trágico sendo o assassinado a tiros de Fernando Villavicencio, um dos candidatos, no dia 9 de agosto, a menos de um mês do pleito.
Para garantir a segurança, o governo planejou um esquema de segurança com mais de 100 mil agentes, incluindo as Forças Armadas e a Polícia Nacional.
Candidatos votam em segurança
Os candidatos à Presidência do Equador foram às urnas em segurança.
Vídeos capturados pela Reuters mostram os candidatos realizando suas respectivas votações – incluindo Luisa González, Christian Zurita (que substituiu Villavicencio) e Yaku Pérez, candidatos que aparecem à frente em intenções de votos.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) detalha que o horário disponível para votar é das 7h às 17h, no horário local. Já para votação no exterior, o horário será das 9h até às 19h (hora local do país em que o eleitor está).
Os candidatos
Oito chapas foram inscritas para a disputa para presidente e vice-presidente. Saiba quem são eles na galeria acima.
A candidata de esquerda Luisa González lidera as intenções de voto com 26,6%, segundo a pesquisa da Cedatos, empresa de pesquisa aprovada pelo CNE.
Ela é apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa, que agora vive exilado em Bruxelas, depois de ter sido condenado por corrupção.
González é uma ex-deputada até então pouco conhecida, considerada uma conservadora de esquerda. É contra o aborto, inclusive em casos de estupro.
A mesma pesquisa mostrava Fernando Villavicencio em segundo lugar, com 13,2% das intenções de voto. Ele foi substituído pelo jornalista Christian Zurita.
A disputa para presidente ainda tem o líder indígena Yaku Pérez, com 12,5% dos votos. O advogado é um defensor do meio ambiente, filho de trabalhadores rurais e promete transformador o Equador em um exemplo contra o aquecimento global e de combate ao crime.
A pauta da segurança é considerada uma das mais importantes para os eleitores. O país de 18 milhões de habitantes tem visto uma grande onda crescente de violência nos últimos anos, incluindo o aumento no número de assassinatos.
*Publicado por Fernanda Pinotti, com informações da Reuters


