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    Vazamento de óleo na Síria se espalha pelo Mediterrâneo e pode chegar ao Chipre

    Imagens de satélite mostram que o derramamento atinge cerca de 800 quilômetros quadrados; as autoridades do Chipre e da Turquia prometeram ajuda

    Imagens de satélite mostram derramamento de óleo ao longo da costa perto de Baniyas, na Síria, em 24 de agosto
    Imagens de satélite mostram derramamento de óleo ao longo da costa perto de Baniyas, na Síria, em 24 de agosto Planet Labs Inc.

    Eyad KourdiMostafa SalemTamara Qiblawida CNN

    Um derramamento de óleo da maior refinaria da Síria está crescendo e se espalhando pelo Mar Mediterrâneo e pode atingir a ilha de Chipre ainda nesta quarta-feira (1º), disseram as autoridades cipriotas.

    Autoridades sírias disseram na semana passada que um tanque cheio de 15 mil toneladas de combustível estava vazando desde 23 de agosto em uma usina termelétrica na cidade costeira de Baniyas. Segundo eles, houve o controle do vazamento.

    A análise de imagens de satélite, no entanto, indica que o derramamento de óleo foi maior do que se pensava originalmente, cobrindo cerca de 800 quilômetros quadrados – uma área do mesmo tamanho da cidade de Nova York. A empresa disse à CNN nesta terça-feira (31) que a mancha de óleo estava a cerca de 7 quilômetros da costa cipriota.

    O Departamento de Pesca e Pesquisa Marinha do Chipre disse que, com base em uma simulação dos movimentos do derramamento de óleo e dados meteorológicos, a mancha pode chegar ao Cabo Apóstolos Andreas “nas próximas 24 horas”. As autoridades do Chipre estariam dispostos a ajudar no combate ao vazamento.

    O Cabo Apóstolos Andreas fica no norte da ilha dividida, controlado pela Turquia, e fica a pouco mais de 130 quilômetros a oeste de Baniyas, na Síria.

    Fotos que circularam nas redes sociais mostraram a mancha de óleo ao longo das áreas costeiras de Baniyas e Jableh, na Síria. Os moradores locais alertaram sobre uma potencial ameaça à vida marinha.

    Segundo um morador de Baniyas, que falou à CNN sob condição de anonimato, grande parte da costa estava poluída. “As pessoas não precisavam disso, já é difícil viver aqui e isso com certeza afetou a vida de muitas famílias e fez com que perdessem renda”, disse o morador.

    “O governo só enviou equipes com esponjas e mangueiras de água; eles não têm capacidade para lidar com isso… não dá para limpar o mar com esponjas”, acrescentou o morador.

    A Turquia, que compartilha uma fronteira e litoral com a Síria, também foi chamada para conter o vazamento.

    “Estamos tomando as medidas necessárias, mobilizando nossos recursos para impedir qualquer chance de o vazamento se transformar em um desastre ambiental”, disse o vice-presidente turco, Fuat Oktay, à agência de notícias estatal Anadolu.

    (Este texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)