Zelensky diz que pediu armas de longo alcance para Trump

Presidente da Ucrânia afirmou que pedido foi feito caso a Rússia rejeite cessar-fogo da guerra

Max Hunder e Yuliia Dysa, da Reuters
Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Washington  • Alexander Drago/Reuters
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta quinta-feira (11) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fornecer armas de longo alcance ao seu país se a Rússia continuar a rejeitar um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia.

Ele fez a observação durante entrevista conjunta em Kiev com o presidente finlandês, Alexander Stubb.

O pedido acontece depois que drones russos invadiram o espaço aéreo da Polônia. Zelensky também afirmou que Kiev estava “aberta e pronta” para apoiar os esforços de seus aliados.

A Ucrânia tem se defendido de muitos ataques aéreos desde que a Rússia iniciou a guerra, usando uma variedade de armas ucranianas e estrangeiras, desde metralhadoras antigas até mísseis avançados.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.