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    Zelensky e Putin não têm planos de parar a guerra, diz Lula

    A jornalistas estrangeiros, presidente afirmou que tanto Ucrânia quanto Rússia têm esperança de vencer a guerra e, por isso, não estão dispostos a negociar a paz 

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. 25/05/2023REUTERS/Ueslei Marcelino

    Da CNN

    O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (02), que Rússia e Ucrânia estão longe de assinar um acordo de paz porque nenhum de seus líderes está interessado em encerrar os combates a esta altura do conflito.

    A declaração foi dada durante entrevista de Lula a correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele destacou os esforços de vários países do mundo para encerrar o conflito, mas que o objetivo esbarra nos próprios presidentes de Ucrânia e Rússia, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, respectivamente.

    “A gente não tem ouvido nem do Zelensky nem do Putin a ideia de ‘vamos parar e negociar’. Por enquanto os dois estão naquela fase ‘vamos ganhar, vamos ganhar’”.

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    Lula defendeu a decisão brasileira de não se envolver diretamente com a guerra. “A primeira coisa que estamos fazendo é não participar da guerra. É a primeira atitude para construir a paz”, afirmou. “O Brasil está naquele rol de países que está tentando procurar um caminho para que se possa utilizar a palavra paz.”

    As declarações seguem a atual política diplomática brasileira, de condenar a invasão ucraniana perpetrada pela Rússia, mas não participar do envio de armas às forças ucranianas, como vem fazendo os países da Otan e outros aliados.

    Desde que assumiu a presidência, Lula tem batido na tecla de que é necessário reunir países que não estão envolvidos diretamente com a guerra para costurar, junto a Ucrânia e Rússia, um acordo de paz. Em consonância a esse pensamento, nações africanas já se reuniram tanto com Putin quanto com Zelensky, com propostas para interromper os combates.

    (Reportagem de Fábio Mendes)