Zelensky planeja ir à Turquia para tentar recomeçar negociações com Rússia
Não houve conversas presenciais entre Kiev e Moscou desde o encontro em Istambul, no mês julho

O presidente da ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que planeja ir à Turquia na quarta-feira (19), numa tentativa de retomar as negociações com a Rússia sobre como pôr fim à guerra na Ucrânia.
Uma fonte turca declarou que o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, também visitará a Turquia na quarta-feira e participará das conversas planejadas com Zelensky.
“Estamos nos preparando para revitalizar as negociações e desenvolvemos soluções que proporemos aos nossos parceiros. Fazer todo o possível para aproximar o fim da guerra é a principal prioridade da Ucrânia”, disse o líder ucraniano que visitou a Espanha nesta terça-feira (18), sobre os encontros na Turquia.
Não houve conversas presenciais entre Kiev e Moscou desde o encontro em Istambul, em julho.
A Ucrânia e a Rússia realizaram várias rodadas de negociações em Istambul, que resultaram na troca de milhares de prisioneiros de guerra e dos restos mortais de soldados.
No entanto, os dois lados não avançaram em direção a um cessar-fogo ou a um acordo para pôr fim à guerra, que se aproxima de sua marca de quatro anos.
Zelensky afirmou que Kiev também está trabalhando para retomar as trocas de prisioneiros de guerra.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.


