Governador do DF proíbe atendimento em agências bancárias por 15 dias

Ibaneis Rocha diz que medida é necessária para conter a propagação do novo coronavírus

Da CNN Brasil, em São Paulo
19 de março de 2020 às 00:10
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB)
Foto: Paulo Carvalho/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou um decreto nesta quarta-feira (18) proibindo o atendimento presencial em agências bancárias por um período de quinze dias. Segundo o documento, o objetivo da medida é conter a propagação do novo coronavírus.

No decreto, Ibaneis frisa que o veto se aplica tanto aos bancos públicos quanto aos privados. As exceções ficam para os programas bancários "destinados a aliviar as consequências econômicas do novo coronavírus" e "os atendimentos de pessoas com doenças graves".

Antes, o governador do Distrito Federal já havia decretado a suspensão das aulas na rede pública e a realização de eventos abertos ao público.

Restrições

A decisão vem em uma semana em que governantes de estados e municípios decretaram uma série de medidas para conter a pandemia do novo coronavírus. Uma das medidas mais duras foi a adotada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).

Cidade que concentra o maior número de casos de COVID-19, a capital paulista vedará o funcionamento de todas as lojas a partir de sexta-feira (20). A exceção fica para mercados, restaurantes, farmácias e postos de gasolina. A Prefeitura deve realizar uma megaoperação para garantir que a decisão será cumprida, incluindo até a prisão de comerciantes.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recomendou o fechamento de academias de ginástica e shoppings centers. A concentração de casos em São Paulo está levando outros governadores a buscar coibir as viagens.

Governador do Rio de Janeiro, o segundo estado com o maior número de casos, Wilson Witzel (PSC) determinou a proibição de viagens de ônibus a partir da capital paulista com destino à capital fluminense. Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), foi além e vedou também as chegadas vindas do próprio Rio, da Bahia e do Distrito Federal.