OMS oficializa Fiocruz como laboratório de referência nas Américas


Da CNN, em São Paulo
09 de abril de 2020 às 07:45 | Atualizado 09 de abril de 2020 às 14:08

A Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou, na quarta-feira (8), a indicação do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo da Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) como laboratório de referência para o combate ao novo coronavírus nas Américas.

A partir de agora,  O laboratório da Fiocruz, que já era referência junto à OMS para vírus do tipo Influenza, poderá receber amostras de COVID- 19 de outros países da região, para realizar o sequenciamento genético, localizar mutações e seguir os estudos que possam levar ao desenvolvimento de uma vacina e testes de medicamentos. 

Em entrevista à CNN, a virologista e presidente do laboratório, Marilda Siqueira, avaliou o título dado pela OMS. "Desde o início a Fiocruz vem trabalhando com o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde com o sentido de apoiar diversas atividades e estrategias necessarias para um enfrentamento robusto e moderno contra o coronavírus e agora fomos anunciados como referência", explica. 

Sobre as vacinas, a virologista ponderou: "Estão sendo realizados em diversas instituições de pesquisas e que estas estão em diversas fases do estudo. Portanto, dificilmente nós teremos uma vacina que possa ser utilizada e dada à população até o final do ano ou pelo menos no prazo de um ano. Se nós tivermos uma vacina, a Fiocruz poderá participar deste esforço mundial na produção dessa vacina. Mas por enquanto contribuímos com estudos e pesquisas."

O laborário já estava encarregado pelo governo federal de testar amostras e auxiliar outras instituições do país para também realizarem testes do o novo coronavírus.

"Logo no início, em janeiro,  nós iniciamos no nosso laborário em parceria com a OMS e o Ministério da Saúde, um treinamento com diversos laboratórios do país e também treinamos 9 latino-americanos em metodologia de diagnóstico laboratorial (...) Hoje, todos os estados estão aptos para testarem para o novo coronavírus", conclui.