'Barreiras educativas nos acessos ao litoral são fundamentais', diz secretário

Estado não vai fechar entradas nas cidades da Baixada Santista

Da CNN, em São Paulo
20 de maio de 2020 às 12:34 | Atualizado 20 de maio de 2020 às 13:32


O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), na Baixada Santista, reclamou na segunda-feira (18) da falta de apoio do governo para restringir o acesso de visitantes a cidades da Baixada Santista durante o megaferiado instituído pela capital paulista. 

Em entrevista à CNN, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi (PSDB) contestou a afirmação do político, dizendo que a antecipação de feriados é fundamental para o aumento da taxa de isolamento social. Pelo menos 11 cidades do litoral de São Paulo terão barreiras educativas em seus acessos durante o megaferiado na capital do estado, que começou nesta quarta-feira (20).

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"Estamos buscando uma ação heterogênea [a partir da medida do megaferiado]. Essa ação é fundamental e estamos dialogando com todo os municípios do litoral. O prefeito Felipe Augusto, em uma ação mais política, fez essas pontuações. Mesmo assim, nós mantemos contato direto com a equipe dele e ontem mesmo estabelecemos duas barreiras sanitárias na cidade. Estou usando o espaço que vocês estão me dando, não para rebater o prefeito, mas para dizer que esta é a realidade da descida para as praias", avaliou Vinholi.

O secretário alertou para a queda na taxa de isolamento social, para que o sistema de saúde não entre em colapso e que as medidas são necessárias para que as pessoas percebram que "quarentena não é o momento para viajar".

"Teremos barreiras sanitárias em apoio a todas cidades que colocarem medidas restritivas, incluindo São Sebastião. Além disso, a fiscalização nas rodovias estaduais está sendo severa e reforçada. Não faremos bloqueios de estradas porque esta aplicação atinge todos os municípios e terão cidades sem interesse por esta medida", disse o político.