Deputados rejeitam pedidos de emendas e antecipação de feriado é aprovada em SP


Da CNN
22 de maio de 2020 às 12:46 | Atualizado 22 de maio de 2020 às 16:27
O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante entrevista coletiva.

Por 47 votos a 5, em situação inédita, o governador do estado de São Paulo, João Doria, já havia conseguidoantecipar o feriado de 9 de julho durante a madrugada desta sexta-feira (22). No entanto, ainda faltavam emendas a serem analisadas nesta manhã. 

Foto: Divulgação Governo do Estado de São Paulo

O processo de conclusão para aprovar a antecipação do feriado de 9 de julho no estado de São Paulo foi concluído nesta sexta-feira (22). No início da tarde de hoje, os deputados votaram e derrubaram pedidos de emendas ao projeto, incluindo um trecho que pedia lockdown (fechamento total) em São Paulo de 1 a 15 de junho. As emendas ao projeto de lei foram barradas, com 73 votos contra as emendas e quatro votos a favor. O projeto aguarda a sanção do governadort João Doria (PSDB).

Durante a madrugada, em uma situação absolutamente inédita, o governo do estado conseguiu antecipar o feriado de 9 de julho para a próxima segunda-feira (25) por 47 votos a 5 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A votação foi interrompida e retornou durante a manhã.

O mega feriadão começou na última quarta-feira (20), quando o feriado de Corpus Christi (11 de junho) foi adiado e, em seguida, na quinta-feira (21), foi comemorado o dia da Consciência Negra (20 de novembro). O feriado antecipado nesta manhã de sexta-feira (22) é o da Revolução Constitucionalista de 1932.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que mesmo com a antecipação dos feriados municipais na cidade, os serviços considerados essenciais – e liberados por decreto estadual – poderão continuar em funcionamento, desde que respeitadas as questões trabalhistas.

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O Dia da Revolução Constitucionalista, ocorrido em 9 de julho de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo. O feriado celebra um movimento armado, que resultou da revolta generalizada no estado contra Getúlio Vargas, que assumira o poder em 1930 com um golpe de Estado, derrubando o então presidente Washington Luís e impedindo a posse de seu sucessor.

A sigla M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes pelos quais os estudantes mortos eram conhecidos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), se transformaram no símbolo do movimento.