Justiça do Rio de Janeiro nega pedido de prisão domiciliar para Fabrício Queiroz

Por estar em segredo de justiça, a íntegra da decisão que impediu a concessão de liminar pedida por parte da defesa não está disponível

da CNN Brasil, em São Paulo
20 de junho de 2020 às 06:59 | Atualizado 20 de junho de 2020 às 10:25

A desembargadora Suimei Cavalieri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou, na madrugada deste sábado (20), o pedido de mudança da prisão preventiva de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), por prisão domiciliar.

Por estar em segredo de justiça, a íntegra da decisão que impediu a concessão de liminar pedida por parte da defesa não está disponível. 

Em nota, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do RJ afirma que o mérito do habeas corpus será julgado futuramente pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal, após o cumprimento de diligências e a manifestação das outras partes envolvidas no processo. A defesa de Fabrício Queiroz havia entrado com um pedido de habeas corpus nesta sexta-feira (19).

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Em contato com a CNN, o advogado Paulo Emílio Catta Preta, que atua na defesa de Fabrício Queiroz, informou que irá aguardar o julgamento do mérito do Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Rio.Isso significa que, por enquanto, nao será feito um recurso ao Superior Tribunal de Justiça para tentar relaxar a prisao de Queiroz. 

Catta Preta informou, ainda, que irá tentar agilizar o julgamento e nao comentou o teor da decisao que negou o pedido de habeas corpus feito por ele ontem. O advogado informou que o processo é longo e ainda está sendo estudado por ele e sua esquipe.

Caso Queiroz


Fabrício Queiroz foi preso na última quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. O ex-policial militar foi transferido para o Rio de Janeiro, onde tramita o caso, está detido no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. 

A prisão faz parte do desdobramento do inquérito que investiga um suposto esquema de "rachadinha" — em que servidores do gabinete devolvem parte do salário — na Alerj. 

Queiroz foi assessor e motorista de Flávio Bolsonaro até outubro de 2018, um mês antes da deflagração da operação Furna da Onça, que apura corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos na Assembleia do Rio.