Com máscaras e horário marcado, São Paulo divulga regras para volta de academias

Protocolo foi assinado pelo prefeito Bruno Covas e divulgado no Diário Oficial do município deste sábado (11)

Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo
11 de julho de 2020 às 03:49
Academia de ginástica em funcionamento antes da pandemia
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A edição deste sábado (11) do Diário Oficial da Cidade de São Paulo trouxe o protocolo, assinado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), para a reabertura das academias de ginástica. Os estabelecimentos poderão voltar a funcionar na segunda-feira (13).

Pelo documento, a academia pós-pandemia será bem diferente do que vigorava até a adoção da quarentena no estado e na capital paulistana.

Em primeiro lugar, porque os frequentadores só poderão comparecer mediante agendamento prévio, com horário marcado. Os estabelecimentos poderão permanecer abertos, enquanto perdurar o Plano São Paulo, seis horas por dia.

Enquanto a cidade de São Paulo permanecer na fase amarela, as academias poderão funcionar com 30% da capital. Quando progredir para a fase verde, esse percentual poderá ser elevado para até 50%.

"Em todo caso, o número total de pessoas dentro do estabelecimento esportivo não poderá ser maior do que uma pessoa por cada 8 metros quadrado, durante a fase amarela, e uma pessoa por cada 6 metros quadrado, durante a fase verde", diz trecho do documento. "Não permitir aglomerações em nenhuma hipótese, adotando-se essa normativa como princípio geral em todas as atividades do estabelecimento".

Outra diferença é a proibição de contato físico durante a prática de exercícios, mesmo que para orientação. O distanciamento mínimo exigido entre as pessoas, que precisarão estar utilizando máscaras durante todo o tempo, é de, no mínimo, 1,5 metro.

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As academias deverão submeter seus clientes a um questionário a respeito da presença de sintomas, como tosse, falta de ar e febre. Pessoas consideradas suspeitas de possuírem a Covid-19 não poderão frequentar a academia.

O protocolo da Prefeitura de São Paulo exige que as academias congelem os planos de pessoas que integram os grupos de risco para a doença, que também não estarão autorizadas a se exercitarem nos estabelecimentos.

As adaptações também alcançam a estrutura física das academias. As empresas deverão desativar bebedouros e permitir apenas hidratação individual, além de adaptar as entradas para criar uma "área de chegada", com a oferta de álcool em gel e recursos para higienização das solas de sapato, que poderá ser feita com um borrifador com álcool 70% ou água sanitária.