SP registra pela primeira vez queda mensal nas mortes por Covid-19


Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
02 de setembro de 2020 às 13:51 | Atualizado 02 de setembro de 2020 às 15:43
SP registrou queda de 14,8% de mortos por Covid-19 em relação ao mês anterior

SP registrou queda de 14,8% no número de mortos por Covid-19 em relação ao mês anterior

Foto: Reprodução/ Governo de SP

O estado de São Paulo teve, em agosto, o primeiro mês com redução no número de mortes causadas pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia, segundo números divulgados pelo governo nesta quarta-feira (2).

Foram 7.017 vítimas no mês ante 8.324 mortes em julho, redução de 14,8%, informou o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

"A pandemia dá sinais de queda no estado, porém não é hora de abandonar regras sanitárias. Os dados de hoje mantém esta tendência", afirmou. De acordo com o secretário, agosto também foi encerrado com números de casos e mortes abaixo das projeções do estado.

Sobre os dados atuais da pandemia no estado, Gorinchteyn informou que o índice de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva permanecem abaixo de 54%.

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Além disso, nas últimas 24 horas foram registrados 11.956 novos casos e 298 mortes. Agora, SP acumula 826.331 infectados pelo novo coronavírus e 30.673 mortos pela doença.

A projeção é que os números alcancem entre 900 mil e 1 milhão de casos ainda na primeira quinzena de setembro, enquanto o número de mortes no mesmo período é estimado entre 33 mil e 38 mil.

As mortes continuam concentradas em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,8% do total. Nas demais faixas etárias, a distribuição é a seguinte: menores de 10 anos (38 mortes), 10 a 19 anos (56), 20 a 29 anos (252), 30 a 39 anos (891), 40 a 49 anos (2.046) e 50 a 59 anos (4.124).

Do total de vítimas, segundo o governo estadual, 80,1% tinham comorbidades. As mais comuns são: cardiopatia (59,1%), diabetes mellitus (43,2%), doenças neurológicas (10,8%), doença renal (9 5%), pneumopatia (8,2%), obesidade (7,5%), imunodepressão (5,7%) asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e doença hematológica (1 8%).

Aglomerações no 7 de setembro

Na entrevista, Gorinchteyn também anunciou que 200 agentes da Vigilância Sanitária estadual darão suporte às prefeituras neste feriado prolongado de 7 de setembro para "orientar e auxiliar a população e os estabelecimentos comerciais". "É absolutamente imprudente que as pessoas utilizem esse feriado para fazer aglomerações."

No fim de semana passado, praias da Baixada Santista e outros pontos do Estado ficaram lotados e com forte presença de pessoas que não utilizavam máscaras. Cidades como Guarujá e São Sebastião já anunciaram possíveis ações para controlar entrada de turistas.

"É muito preocupante as circunstâncias do que vimos no último fim de semana, que não era feriado prolongado", disse Doria.

Ele destacou que o papel de evitar e conter esse tipo de situação é das gestões municipais. "Faço um apelo a prefeitos e prefeitas de cidades do litoral e que são destinos turísticos, que adotem providências restritivas, e que contem com o apoio do governo do Estado."

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, também comentou sobre a situação e disse que a Polícia Militar trabalhará em contingente máximo.

"Nós trabalhamos ao longo da semana mobilizando essas prefeituras, para que possam, de forma contundente e rígida, fazer essa mobilização e não permitir aglomerações."

(Com informações do Estadão Conteúdo)