SP tem queda em números de mortos e internações pela terceira semana consecutiva

Governador João Doria, entretanto, disse que estado manterá quarentena até chegada de vacina contra Covid-19

Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo
31 de agosto de 2020 às 13:06 | Atualizado 31 de agosto de 2020 às 13:36
O governador de São Paulo, João Doria, durante entrevista coletiva
Foto: Divulgação - 31.jul.2020 / Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (31) que houve uma queda no número de óbitos e internações de 4% e 4,4%, respectivamente, entre 23 e 29 de agosto, em relação à semana anterior. Esta é a terceira semana consecutiva de diminuição destes índices, que servem de referência para o Plano SP, que regulamenta a retomada de atividades econômicas no estado. 

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A redução de novas internações foi registrada na capital, região metropolitana, litoral e interior de São Paulo. Houve queda também na taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), de 53,9% na média do estado, "a mais baixa desde o início do Plano SP", afirmou Doria, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Mesmo com os indicadores em queda, ele ressaltou que é preciso cuidado. “Temos que ter extrema precaução. Celebração só virá após a imunização com a vacina.” Até agora, São Paulo registrou 804.342 casos da doença e 30.014 mortes. 

No início da coletiva, Doria mencionou as aglomerações observadas em praias do litoral paulista e as rodovias que tiveram congestionamentos, e pediu aos prefeitos que não permitam tais cenários.

"Não temos razões para celebrar, e sim para nos preocupar", disse ele. "Os resultados positivos de São Paulo não justificam aglomerações. Estamos em quarentena", destacou. "Essa quarentena prosseguirá enquanto não chegar a vacina e houver a imunização de todos os brasileiros de São Paulo."

Hospital de campanha

O governador também anunciou nesta segunda o encerramento das atividades do hospital de campanha de Heliópolis, inaugurado em maio para atender exclusivamente os pacientes diagnosticados com Covid-19.

O motivo, segundo Doria, é a redução da demanda de 81% no local, que atendeu 989 pacientes (848 já recuperados) de 40 cidades. Neste momento, há 15 indivíduos em enfermaria e 13 em UTI. Eles devem receber alta de forma gradual ou serão transferidos para outras instituições. O objetivo agora é ampliar o atendimento a outras doenças.

O hospital de campanha do Ibirapuera seguirá em funcionamento até 30 de setembro, se não houver necessidade de prolongar o atendimento. De acordo com o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, até o dia 26 de setembro, 3,8 milhões de testes do novo coronavírus foram realizados no estado de SP.