Quase 400 faculdades privadas do Brasil já podem voltar às aulas presenciais 

Seis estados já autorizaram a retomada do ensino presencial das faculdades

Paula Forster  Da CNN, em São Paulo
18 de setembro de 2020 às 11:44 | Atualizado 18 de setembro de 2020 às 12:41

Levantamento da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), realizado a pedido da CNN, mostra que 398 universidades particulares do país já podem retornar às aulas presenciais. A decisão é facultativa e cabe às instituições devido à Portaria 544, publicada pelo Governo Federal, no Diário Oficial da União, do dia 27 de junho. A portaria autoriza a substituição das disciplinas presenciais por atividades remotas até o dia 31 de dezembro deste ano. 

Seis estados do Brasil já autorizaram a retomada do ensino presencial das faculdades: Amazonas (no dia 6 de julho), Maranhão (em 3 de agosto), Pernambuco (no dia 8 de setembro), Mato Grosso (em 14 de setembro), Espírito Santo e Rio de Janeiro (no dia 14 de setembro). Juntos eles somam mais de 890 mil alunos matriculados nos cursos presenciais das instituições privadas.

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Outras sete unidades federativas da União já estão com data prevista para o retorno, entre os meses de setembro e outubro: Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul, Alagoas, São Paulo e Santa Catarina. Ou seja, mais de 2 milhões de universitários poderão voltar às salas de aula nos próximos meses. Isto é, se as instituições de ensino optarem pela modalidade presencial. Os dados levam como base o Censo da Educação Superior de 2018.

Na última quinta-feira, dia 17 de setembro, a capital paulista seguiu a orientação do Governo do Estado de São Paulo e anunciou que, a partir do dia 7 de outubro, as faculdades poderão retomar às aulas presenciais. A cidade totaliza, segundo dados do Censo, 146 instituições privadas do ensino superior e um total de 604.253 matriculados em cursos presenciais. 

Para a retomada segura, as universidades precisam seguir uma série de regras compiladas no protocolo de biossegurança, elaborado pelo Ministério da Educação. Entre elas: medição de temperatura de alunos e colaboradores na entrada da instituição, dentro das salas de aula e nos demais locais fechados; disponibilização de termômetro, álcool 70% e álcool em gel 70%; limpeza periódica dos ambientes e uso do bebedouro sem contato com a superfície. 

A equipe de reportagem da CNN esteve em uma universidade privada de São Paulo que já adotou todas as medidas necessárias e está pronta para receber os alunos que pretendem aderir o ensino presencial novamente.