PF faz operação em 4 estados contra corrupção e lavagem de dinheiro

Justiça Federal determinou o sequestro de R$ 100 milhões dos alvos e o afastamento de dois diretores da instituição financeira alvo das ilegalidades

Jéssica Otoboni,
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A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (29) nas cidades de São Paulo, Santana de Parnaíba (SP), Vargem Grande Paulista (SP), Jaguariúna (SP), Belo Horizonte (MG), Nova Lima (MG), Machado (MG), Rio de Janeiro e Porto Alegre (RS).

A ação desta manhã compõe as fases 11 (Silício) e 12 (Macchiato) da Operação Descarte e investiga crimes de sonegação fiscal. A Justiça Federal determinou o sequestro de R$ 100 milhões dos alvos e o afastamento de dois diretores da instituição financeira alvo das ilegalidades.

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Agentes da Polícia Federal em um dos endereços alvos da operação
Agentes da Polícia Federal em um dos endereços alvos da operação
Foto: Divulgação - 29.out.2020 / Polícia Federal

Silício

Na Operação Silício, os agentes buscam confirmar a existência de um grupo criminoso suspeito de praticar, entre 2011 e 2016, crimes de sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, fraude em licitação e evasão de divisas. 

Segundo a PF, ao longo de cinco anos, um escritório de advocacia especializado em lavagem de dinheiro "elaborou e executou um 'projeto' para uma empresa cliente, do ramo de tecnologia, com o objetivo de redução de tributos, devolução de valores em espécie e evasão de divisas".

Parte dos valores teria sido utilizada para pagar propina a servidores da empresa pública federal Ceitec S/A, para que esta contratasse a companhia de tecnologia.

Macchiato

Já a Operação Macchiato visa desmantelar uma organização criminosa suspeita de praticar, entre 2014 e 2016, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, principalmente gestão fraudulenta e desvio de valores de uma instituição financeira, além de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

Administradores da instituição lesada teriam desviado recursos por meio de contratos simulados de prestação de serviços. Uma das suspeitas é que parte do valor desviado era usado para pagar propina a agentes políticos.

As investigações contam com o auxílio da Receita Federal e do Ministério Público Federal.