Prefeitura de Manaus bloqueia aplicação do Enem em escolas municipais


Luana Franzão*, da CNN, em São Paulo
13 de janeiro de 2021 às 14:28 | Atualizado 13 de janeiro de 2021 às 17:13

 

 

 

Nesta quarta-feira (13) a prefeitura de Manaus, capital do estado do Amazonas, divulgou que não vai liberar o uso de escolas municipais para a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que começa no domingo (17).

A justificativa para a decisão é o aumento de casos em todo o estado, mas em especial na capital.

"Para evitar aglomerações nas unidades de ensino e a propagação da Covid-19, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) enviou ao Ministério Público Federal (MPF-AM) um ofício com os motivos da não liberação", afirmou a prefeitura em nota à imprensa.

 

O documento também inclui um posicionamento de Pauderney Avelino, secretário municipal de Educação de Manaus: "É uma temeridade, sobretudo nesse momento. Hoje é dia 13. A prova será daqui a quatro dias e sabemos que a situação de Manaus em relação a pandemia não vai acalmar até lá. Abrir as escolas para o Enem representa aglomeração na frente e no interior delas. Enviamos as nossas razões ao Ministério Público e também sugerimos que o Enem seja adiado”.

Em entrevista à CNN, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, afirmou que caso não haja a possibilidade de aplicar as provas do Enem a partir deste domingo, a cidade terá o exame cancelado.

 

"Nós não trabalhamos com a hipótese do adiamento. O que pode haver é o cancelamento em algumas cidades. Se a gente não puder aplicar a prova, infelizmente essa cidade vai ficar fora do Enem 2020 e vai fazer o Enem 2021 em novembro apenas”, disse.

Lopes afirmou que está em discussão com o governador do Amazonas, Wilson Lima, o prefeito de Manaus, David Alemeida, e outras autoridades do estado da Saúde e Educação, e que não há nenhuma decisão tomada sobre o exame na cidade. "Não há uma definição em relação ao estado de Manaus e vamos comunicar os participantes de qualquer decisão”.