Rio iniciará vacinação com Coronavac ainda nesta segunda, no Cristo Redentor

Duas pessoas devem ser vacinadas nesse ato, um senhor funcionário da rede municipal de saúde uma senhora de um abrigo, segundo apurou Igor Gadelha

Isabelle Saleme, Camille Couto e Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro
18 de janeiro de 2021 às 09:37 | Atualizado 18 de janeiro de 2021 às 13:34

 

As primeiras doses do imunizante Coronavac, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, devem chegar ao estado do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (18), no Galeão. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a primeira dose da vacina será aplicada ainda nesta segunda, às 17 horas, no Cristo Redentor.

Ao colunista da CNN Igor Gadelha, Paes informou que duas pessoas devem ser vacinadas nesse ato: um senhor funcionário da rede municipal de saúde e uma senhora de um abrigo do Estado.

Segundo apuração de Pedro Duran, o funcionário da rede de saúde é um cirurgião de 75 anos e trabalha no Miguel Couto. Uma técnica de enfermagem do Ronaldo Gazolla também está na lista. Um casal de abrigados também deve receber o imunizante.

Por questões de segurança, todo o material será levado para a Coordenação de Armazenagem da Secretaria Estadual de Saúde, na Região Metropolitana do Rio – o local não teve o endereço divulgado.

 

Twitter do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a vacinação com a Coronavac
Twitter do prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a vacinação com a Coronavac
Foto: Reprodução/Twitter

O governo do Estado informou que vai distribuir as vacinas para os 92 municípios em doze aeronaves, carros e ônibus. A ideia é que as cidades recebam as doses ao mesmo tempo. No entanto, a distribuição será proporcional à população local. Além da capital, Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, devem ficar com a maior parte do imunizante.

A capital irá receber 231.840 doses, sendo 105.518 destinadas para os profissionais de saúde do estado, que fazem parte do grupo prioritário. Nessa primeira fase da imunização, 34% dos trabalhadores da saúde serão vacinados. Um dos principais pontos escolhidos pela Secretaria Municipal de Saúde para atender os mais 600 mil profissionais da rede pública é o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), em Vila Isabel, zona norte da capital.

O governador em exercício Cláudio Castro, o Secretário Estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, e o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participaram do ato simbólico de recebimento das vacinas em São Paulo.

Caminhões são carregados com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butant
Caminhões são carregados com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan
Foto: Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo


 

Nesse primeiro lote serão entregues ao Rio 487.520 doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan, suficientes para imunizar apenas 20% dos 1,3 milhão de pessoas que compõem o grupo prioritário.

Segundo apuração do analista Leandro Resende, o Rio projeta vacinar 33% dos grupos prioritários até o fim do mês, cerca de 457.500 pessoas. Serão vacinados idosos acima de 75 anos, pessoas internadas em asilos, profissionais de saúde e indígenas.

Por causa do atraso na entrega de um insumo para produção da vacina de Oxford, a Fiocruz ainda não conseguiu começar a produção do imunizante em território nacional. A expectativa era conseguir fabricar até julho 100 milhões de doses em Manguinhos.

Segundo o médico Alexandre Chieppe, responsável pela elaboração da estimativa da Secretaria Estadual de Saúde, o estado tem condição de vacinar todos os profissionais de saúde até o final do mês - caso as doses sejam disponibilizadas.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro
Cristo Redentor será o local da primeira vacinação contra Covid-19 no Rio de Janeiro
Foto: Wolfgang Rattay - 2.ago.2016/Reuters

Aplicação

Chieppe também afirmou que a vacina de Oxford seria ministrada em uma dose, com a segunda três meses depois. Já a Coronavac com duas doses, em intervalo de 28 dias. Segundo ele, não está descartada a aplicação de apenas uma dose da Coronavac - depende das sinalizações dadas pelo governo federal nos próximos dias sobre quantas doses virão para o Rio.

No total, o estado prevê a chegada de 670.520 doses, 183 mil da vacina de Oxford, e 487.520 mil da Coronavac, que será administrada em duas etapas.

Apesar da previsão do Ministério da Saúde de que até 5% das doses possam ser perdidas no manuseio e na aplicação, Chieppe acredita que o percentual de perda no Rio será "ínfimo".

 

Na Coordenação de Armazenagem da Secretaria Estadual de Saúde, também estavam as 5,5 milhões de agulhas e seringas que serão usadas na fase inicial de imunização contra a Covid-19. Os insumos começaram a ser distribuídos no último sábado (16) e tem previsão de chegar em todos os municípios, no máximo, na próxima quarta-feira (20).

Partiram dezessete comboios da Polícia Militar para as demais cidades do estado. Segundo o governo, cem policiais participarão diariamente da ação, que será monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na capital.

Foram definidos 1,5 mil postos de saúde e clínicas da família que devem participar da imunização no estado. Mas a Secretaria Estadual de Saúde pode abrir mais 3 mil pontos de apoio, utilizando espaços de escolas, supermercados, shoppings e quartéis dos Bombeiros.