Rio libera procedimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas na rede municipal

Documento cita as medidas preventivas tomadas pela administração, a redução do número de internações e mortes por Covid-19 na cidade

Stéfano Salles, da CNN no Rio 
22 de fevereiro de 2021 às 09:56
Leito de UTI no Rio de Janeiro para tratamento de pacientes com Covid-19
Leito de UTI no Rio de Janeiro para tratamento de pacientes com Covid-19
Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Os procedimentos ambulatoriais e as cirurgias eletivas já podem voltar a ser realizadas na rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. A autorização saiu nesta segunda-feira, em uma resolução publicada pela Secretaria Municipal de Saúde no Diário Oficial do Município. Esse conjunto de ações estava suspenso desde 17 de dezembro. 

No documento, o secretário Daniel Soranz cita as medidas preventivas tomadas pela administração, a redução do número de internações e mortes por Covid-19 na cidade e o que chamou de "inexistência plausível de justificativa para o fechamento de ambulatórios e a interrupção de cirurgias eletivas, para o atendimento exclusivo a pacientes com Covid-19". 

 

Também estão entre as justificativas o aumento das filas para proecdimentos eletivos e o agravamento dos quadros daqueles pacientes que aguardam pela realização dos procedimentos e o vacinação de todos os profissionais de saúde acima de 60 anos que estão em exercício de suas funções na cidade. 

Na última sexta-feira, a mais recente edição do Boletim Epidemiológico do Comitê de Operações e Emergência (COE-Covid) apontou que a cidade tem seis Regiões Administrativas em risco alto, e 27 com risco moderado. O índice representou melhora da situação da cidade, uma vez que nas quatro semanas anteriores, todas as 33 áreas apresentavam risco alto.

 

De acordo com o Vacinômetro do município, 270.862 pessoas foram vacinadas com a primeira dose, o que equivale a 4,01% da população. No entanto, não há na cidade mais imunizantes para aplicação da primeira imunização. A cidade  já teve até o momento 205.280 casos confirmados do novo coronavírus, com 18.399 mortes.