Paes chama de 'CastroFolia' decisão de manter bares abertos em 'superferiado'

Prefeito da capital criticou governador por medida; antecipação de feriados seria do dia 26/3 a 4/4

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro
22 de março de 2021 às 15:46 | Atualizado 22 de março de 2021 às 15:47
Festas clandestinas no Rio de Janeiro (21 março 2021)
Festas clandestinas no Rio de Janeiro (21 março 2021)
Foto: Reprodução / CNN

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), criticou o governador interino do estado, Cláudio Castro (PSC), nas redes sociais nesta segunda-feira (22), após o anuncio de que bares e restaurantes não ficarão fechados durante o "superferiado" que começa nesta semana. 

"CastroFolia! A micareta do governador! Definitivamente ele não entendeu nada do objetivo de certas medidas", escreveu Paes no Twitter. 

No último domingo (21), Castro anunciou a intenção de criar um período de dez dias de folga, da próxima sexta-feira (26) até o dia 4 de abril, para conter a transmissão da Covid-19. No entanto, ele defende que, durante esse período, bares e restaurantes continuem abertos para consumo local até 23h. 

A proposta foi apresentada à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e ainda precisa ser aprovada pelos deputados estaduais.

Na manhã desta segunda-feira, Castro e o presidente da casa, o deputado estadual André Ceciliano (PT), estiveram juntos para tratarem do assunto e alinharem os próximos passos. A previsão é que a proposta entre na pauta da Casa amanhã. Caso receba emendas, não poderá ser votada de imediato e voltará à pauta no dia seguinte ou na quinta-feira.

Apesar da intenção do governador, a prefeitura do Rio entende que a maior parte das medidas municipais se sobrepõem às normas do estado, como o funcionamento de bares e restaurantes. Nesta tarde, Eduardo Paes e o prefeito de Niterói, Axel Grael (PDT), irão anunciar as medidas restritivas adotadas nas duas cidades.

O comitê científico orientou a prefeitura do Rio de Janeiro a manter apenas o funcionamento dos serviços essenciais.  Ou seja, somente supermercados, farmácias, petshops entre outras atividades poderiam ficar abertas.

Na opinião de especialistas que fazem parte do grupo, shoppings, salões de beleza, academias teriam que fechar as portas para que houvesse uma diminuição da mobilidade de pessoas nas ruas. O comitê, formado por médicos e pesquisadores, também defende que o ensino remoto neste momento e a prefeitura avalia manter as escolas abertas apenas para a merenda. O grupo orientou ainda pela continuidade da restrição às praias da cidade, como já aconteceu no fim de semana. 

(*Sob supervisão de Maria Mazzei)