Associação de Educação Infantil defende funcionamento de escolas e creches no RJ

Nota defende que instituições de ensino estejam na lista de atividades essenciais

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
25 de março de 2021 às 16:23
Aulas presenciais são retomadas na Escola Municipal Suíça, na Penha, na zona nor
Aluno na Escola Municipal Suíça, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro
Foto: Daniel Resende/Enquadrar/Estadão Conteúdo (24.fev.2021)

Apesar do aumento diário de mortes por Covid-19, a presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Célia Moreno, afirmou ser contra o fechamento de escolas e creches no Rio de Janeiro.

A declaração, feita por meio de uma nota nesta quinta-feira (25), é uma crítica ao decreto sancionado pelo governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), que retirou as instituições da lista de atividades essenciais, e determinou o fechamento dos estabelecimentos entre 26 de fevereiro até 4 de abril

“É dever do estado assegurar à criança o direito constitucional à Educação. Por isso, após este período de esforço coletivo, confiamos que escolas e creches retomem à lista de atividades essenciais”, ressaltou o comunicado. 

A interrupção das atividades presenciais nas escolas e creches acontece durante o “superferiado” de dez dias estabelecido pelo governo estadual, anunciado com o intuito de combater a pandemia do novo coronavírus. Atualmente, 35.373 pessoas morreram em decorrência da doença no estado. Já o número de óbitos no Brasil ultrapassa a casa dos trezentos mil.  

O comunicado oficial da Asbrei também assinado pelo vice-presidente, Frederico Venturini, diz que é dever do estado assegurar o direito constitucional à Educação. “O futuro desta geração não pode ser a grande vítima da doença. Escola aberta é essencial”, ressalta a nota. 

“A escola fechada é um risco para a educação e a proteção das crianças. São imensas as perdas relativas à saúde emocional, aprendizagem e ao desenvolvimento humano, sofridas por elas”, explica. 

Além do fechamento das escolas, o decreto estadual proíbe o funcionamento de todas as praias do estado do Rio de Janeiro e prevê uma multa de até R$ 37 mil para quem furar fila da vacina contra Covid-19.