Polícia e Vigilância Sanitária dispersam mais de 350 pontos de aglomeração em SP

Capital paulista teve eventos clandestinos encerrados no fim de semana; litoral também registrou festas irregulares

Diego Pavão, da CNN, em São Paulo
29 de março de 2021 às 07:51 | Atualizado 29 de março de 2021 às 07:53

O fim de semana foi marcado pelo desrespeito às medidas de restrição contra a Covid-19 em São Paulo. No estado, a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária interditaram estabelecimentos que funcionavam em plena fase emergencial com dezenas de pessoas.

Somente na madrugada de sábado para domingo (28), o trabalho do Comitê de Blitze de São Paulo conseguiu dispersar 352 pontos de aglomeração em diferentes regiões da capital paulista.

Dois eventos também foram encerrados na região do Brás. Em um deles, 30 pessoas estavam presentes e, no outro, 25. Nesses dois locais, os frequentadores estavam sem máscara. Os organizadores foram levados ao distrito policial da região, onde foram autuados por infração de medida sanitária preventiva.

As ações da Polícia Militar resultaram na prisão de 13 pessoas, sendo sete delas procuradas pela Justiça.

Polícia interrompe festa clandestina no centro de São Paulo durante fim de semana de 'mega feriado' para conter pandemia no estado
Foto: Reprodução/CNN Brasil (29.mar.2021)

Turistas no litoral

O litoral de São Paulo também registrou aglomerações. A prefeitura do Guarujá encerrou uma festa clandestina com mais de 60 pessoas na praia do Éden. Enquanto vídeos e fotos eram postados pelos frequentadores, equipes da Guarda Civil Municipal da cidade monitoravam as redes sociais. A fiscalização encontrou cerca as pessoas aglomeradas na areia - todas sem máscara.

Barreiras para conter banhistas em praia de São Sebastião (SP) foram destruídas por turistas
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Sebastião

Para conter a chegada de turistas durante o megaferiado de 10 dias em São Paulo, o Guarujá montou seis barreiras sanitárias nas entradas da cidade.

Em São Sebastião, barreiras físicas também foram colocadas nas entradas das praias, mas foram derrubadas por turistas e veranistas. Além das praias, a fase emergencial do plano estadual do governo também proíbe o uso de parques e demais espaços coletivos.