Dr. Jairinho será julgado na Câmara Municipal, Conselho de Medicina e na Justiça

Vereador e médico é investigado pelo homicídio do menino Henry Borel, de 4 anos

Pedro Duran, Ana Lícia Soares e Stefano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
08 de abril de 2021 às 19:01 | Atualizado 08 de abril de 2021 às 21:39

O vereador e médico Dr. Jairinho - ou Jairo Souza Santos Júnior - vai enfrentar nos próximos dias três julgamentos: na Câmara dos Vereadores, onde tem mandato para os próximos quatro anos, pela Justiça, com a denúncia que deve ser feita no Ministério Público e também pelo Conselho Regional de Medicina.

No caso da Justiça, a acusação deve ser de homicídio, como antecipou o promotor responsável pelo caso à CNN. Pelo fato de o menino Henry ser menor de idade e ter incapacidade de se defender, a acusação deve ter agravantes.

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro também decidiu abrir uma investigação depois da veiculação das notícias relacionadas ao médico, que tem registro profissional no órgão. Em nota enviada à CNN, O Cremerj confirmou que abriu a investigação contra Jairinho, mas disse que o processo corre em sigilo como determina o Código de Processo Ético-Profissional. “As punições vão desde advertência até cassação do registro profissional”, informa a nota.

Momento da prisão do Dr. Jairinho
Momento da prisão do Dr. Jairinho
Foto: Reprodução/Polícia Civil

 

Na Câmara dos Vereadores do Rio, já há um processo aberto contra Jairinho no Conselho de Ética. Ele deve perder a cadeira no próprio conselho e também na Comissão de Redação, que equivale à CCJ, a mais importante da Câmara.

O regimento interno prevê que depois de 30 dias de ausência, as faltas provoquem a suspensão de mandato e motivem a abertura de um processo de cassação. Essa é a tendência.

Nos três julgamentos, Dr. Jairinho terá direito de se defender ao longo do processo, mas por determinação do presidente da Câmara, ele já teve o salário suspenso. Na tarde desta quinta ele foi expulso de seu partido, o Solidariedade. A decisão foi tomada em conjunto entre as executivas estadual e nacional do partido. Nesse caso, ele não pôde se defender.

Os advogados do parlamentar preso e acusado da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, negam todas as acusações contra ele.