Entenda a linha do tempo da negociação do governo federal pela vacina Covaxin

A negociação está sendo investigada após suspeitas de fraude no contrato

Da CNN, em São Paulo
06 de julho de 2021 às 19:11

Nesta terça-feira (6) a CPI da Pandemia recebeu a servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Silva Oliveira, fiscal do contrato da Covaxin, imunizante de origem indiana contra a Covid-19 negociado pelo governo federal com a empresa Precisa Medicamentos.

A negociação está sendo investigada pela comissão do Senado após suspeitas de fraude no contrato.

Abaixo a linha do tempo dos acontecimentos da compra da Covaxin com os novos fatos apresentados por Regina Célia à CPI.

25 de fevereiro

Contrato da Covaxin foi firmado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, que representa o laboratório Bharat Biotech, que produz a vacina Covaxin.

17 de março

Era a data prevista para a chegada da primeira remessa de doses da vacinas da Covaxin, o que não aconteceu. Nenhuma dose desta vacina foi entregue ao Brasil até o momento.

22 de março

A servidora Regina Célia foi nomeada fiscal do contrato, quase um mês depois da assinatura. O contrato ficou esse período de quase um mês sem fiscal designado.

23 de junho

Data em que a servidora Regina Célia disse ter emitido um relatório apontando descumprimento do contrato em meio às denúncias de irregularidades, incluindo a não entrega das doses na data prevista.

Nesta data o caso da Covaxin já estava no foco da CPI da Pandemia, do Tribunal de Contas da União e da imprensa depois das denúncias do deputado Luis Miranda (DEM-DF), e do irmão dele, Luis Ricardo Miranda, que trabalha no setor de importações Ministério da Saúde.

29 de junho

O contrato da Covaxin foi suspenso quando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não era mais oportuno importar as doses da vacina.

Profissional da saúde segura frasco da Covaxin, vacina contra Covid-19, em Nova Delhi, na Índia
Foto: Sanchit Khanna/Hindustan Times via Getty Images (8.jun.2021)