Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Administradora é acusada de calote de R$ 30 milhões em 40 condomínios de SP

    Sócio da Fort House encerrou empresa e enviou carta aos síndicos admitindo problemas

    Prédios em São Paulo
    Prédios em São Paulo Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Matheus Meirellesda CNN

    em São Paulo

    A administradora Fort House é acusada de sumir com R$ 30 milhões de conta conjunta usada para o manejo de 40 condomínios em São Paulo.

    O sócio administrador e diretor da empresa, João Carlos Caporicci, enviou uma carta aos síndicos anunciando o encerramento das atividades, a demissão dos funcionários e admitindo problemas.

    Na carta, que a CNN teve acesso, o empresário admite ser o único responsável pelas movimentações financeiras e atribui o que chama de “decisões equivocadas” à depressão e a uma internação por Covid-19.

    “Sou totalmente responsável pelos meus erros com meus clientes e também com meus funcionários, que também foram diretamente afetados pelos meus atos e decisões erradas, pela má gestão das contas que me foram confiadas, e me sinto profundamente arrasado com a situação em que os coloquei etnse momento”, se explicou.

    O sócio da Fort House alega ainda que as dificuldades o levaram a recorrer a empréstimos com agiotas e bancos, acabando com as possibilidades de arcar com as dívidas. Ele encerra a carta pedindo desculpas “pelo mal” que causou.

    Após o fechamento da empresa e a constatação do sumiço do dinheiro que estava na conta conjunta, em 19 de março, João Carlos Caporicci não foi mais encontrado pelos síndicos.

    A crise atingiu diversos condomínios afetados logo após o relato. No condomínio Dom Leonardo Dom Felipe, na zona Norte de São Paulo, a síndica renunciou ao cargo e reuniões emergenciais foram realizadas para garantir o pagamento de contas e funcionários.

    Já o condomínio Edifício Acquaria, na zona Sul de São Paulo, teve rombo de R$ 430 mil. O síndico, Ricardo Nascimento, registrou boletim de ocorrência.

    O caso está sendo investigado pelo 35º Distrito Policial, no Jabaquara, e no 89º Distrito Policial, ambos na zona Sul de São Paulo. Há pelo menos 4 inquéritos policiais abertos.

    O advogado Márcio José Macedo, defensor do empresário, afirmou à CNN que não houve sumiço do dinheiro, mas, má gestão relacionada ao pagamento de juros, e que o valor não chega a R$ 30 milhões.

    Ele alega que João Carlos Caporicci e familiares estão recebendo ameaças.