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    Aluno do Rio de Janeiro conquista vaga para maior feira científica do mundo

    Projeto do estudante busca reduzir impacto humano na natureza

    A Feira Internacional de Ciências e Engenharia (ISEF) é considerada a maior do mundo em seu ramo
    A Feira Internacional de Ciências e Engenharia (ISEF) é considerada a maior do mundo em seu ramo Divulgação/ISEF

    Lucas Janoneda CNN

    Rio de Janeiro

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    O estudante Vinícius de Moraes, de 18 anos, conquistou a classificação para a Feira Internacional de Ciências e Engenharia (ISEF), maior evento do ramo no mundo, que será realizada em maio de 2022, em Atlanta, nos Estados Unidos. Ele é aluno de um colégio particular na cidade do Rio de Janeiro e apresentou um projeto que busca reduzir o impacto humano no planeta.

    A Feira Internacional ainda não divulgou o número de projetos que vão participar da edição do próximo ano. Em 2021, a organização selecionou 1,5 mil iniciativas, oriundas de 89 países diferentes.

    Vinícius de Moraes, de 18 anos, conquistou seu espaço na ISEF / Vinícius de Moraes

    O estudante do Rio de Janeiro foi selecionado entre 4,3 mil outros projetos de estudantes da América Latina.

    O estudante conseguiu a classificação com o projeto ‘seeback-watch’, método tecnológico que busca substituir relógios de bateria por produtos ecologicamente corretos.

    Pilhas descartadas de maneira incorreta são responsáveis por cerca de 1% do lixo presente no meio ambiente, segundo dados divulgados pelo estudo do Ciclo Vivo, plataforma especializada em temas relacionados à sustentabilidade.

    “Eu pensei em desenvolver esse sistema sustentável para relógios de pulso, por meio de filmes finos termoelétricos, visto que 82% das pessoas desconhecem os riscos que causamos para o meio ambiente. Trata-se de uma nanotecnologia integrada a um micro-circuito eletrônico que aproveita a diferença de temperatura entre o pulso humano e o meio externo, a qual gera tensão elétrica para alimentação do relógio”, disse Vinícius de Moraes, morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    Segundo Vinicius, os familiares o pressionavam para ingressar em um cargo militar, carreira que gera ‘estabilidade’.

    O pai do estudante, Fábio Botelho de Moraes, confirma que, a princípio, houve considerável resistência por parte da família. “Devido à situação econômica do país e às poucas oportunidades acadêmicas, acreditávamos que a carreira militar seria a melhor opção para o Vinícius, mas, hoje, o apoiamos integralmente”.

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