Alunos ligados a queimaduras em trote podem ser expulsos, diz reitor da UFPR

Jovens teriam sido obrigados a se ajoelhar enquanto alunos mais velhos jogavam um produto nas costas deles, o que ocasionou lesões corporais graves

O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, falou à CNN sobre um trote que resultou em 20 feridos
O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, falou à CNN sobre um trote que resultou em 20 feridos CNN/Reprodução

João Pedro Malarda CNN

em São Paulo

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O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou à CNN neste sábado (2) que um trote em que cerca de 20 alunos receberam queimaduras graves está sendo investigado, e que os envolvidos podem ser expulsos da instituição.

“Já se iniciou um procedimento disciplinar aqui. Nossa diretoria disciplinar já afastou preventivamente 25 estudantes que estavam envolvidos nesse trote específico em Palotina para que eles não interfiram na lisura das investigações que já foram iniciadas”, disse.

Segundo Fonseca, o processo, que ocorre em paralelo à investigação policial, “pode levar sim a uma suspensão ou até mesmo ao desligamento desses estudantes da nossa universidade”. Quatro estudantes foram presos em flagrante pela polícia.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, os estudantes foram obrigados a pedir dinheiro no semáforo em frente à universidade e, após isso, os veteranos os encurralaram em um terreno baldio.

Os novos alunos teriam sido obrigados a se ajoelhar enquanto os mais velhos jogavam um produto nas costas deles, o que teria ocasionado lesões corporais graves. As queimaduras foram de 1º e 2º graus.

No local, foi encontrado um litro de creolina, um produto tóxico para limpeza e desinfecção, segundo informações da polícia. Até o momento, quatro pessoas foram presas em flagrante e vão responder por lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.

“A universidade naturalmente recebeu isso com todo o espanto e indignação, nós já há muitos anos não víamos aqui na nossa universidade uma situação de trote com violência e assédio como esse caso”, afirmou Fonseca.

O reitor disse que “o mundo não é mais o mesmo do século passado nessa questão dos trotes, e a universidade faz há muito tempo campanhas e conscientização para que isso não acontecesse, ou pelo menos formas de trote solidário”.

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