Amazônia Legal: Fevereiro tem recorde de alertas de desmatamento

Janeiro deste ano também contabilizou os piores índices para o mês na história do monitoramento

Até então, o mês de março com maior desmatamento havia ocorrido em 2018, com 357 km²
Até então, o mês de março com maior desmatamento havia ocorrido em 2018, com 357 km² Foto: CNN (5.ago.2020)

Giovanna Bronzeda CNN

São Paulo

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Em fevereiro de 2022, a Amazônia Legal registrou o maior acumulado de alertas de desmatamento para o mês desde 2016. Foram 198,67 km² – 61,7% a mais do que os 122,8 km² registrados no mesmo período no ano passado. Os dados são da plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram atualizados nesta sexta-feira (11).

Os dados de fevereiro indicam a tendência de recordes mensais nos alertas de desmatamento contabilizados mensalmente em 2022. Janeiro deste ano também contabilizou os piores índices para o mês na história do monitoramento: foram 430,44 km², 419,3% mais do que os 82,88 km2 registrados no mesmo período em 2021.

Até o momento, com os dados de janeiro e fevereiro, a Amazônia Legal contabiliza 629,11 km². Esse dado é maior do que o já registrado ao longo dos dois primeiros meses do ano desde que o Inpe começou a reunir os alertas de desmatamento na região.

Em 2021, no mesmo período, o contabilizado foi de 205,68 km² – 2022, portanto, apresenta aumento de 205,8%. Até então, o maior índice registrado em janeiro e fevereiro foi em 2020, com 470 km² – o total de 2022 apresenta crescimento de 33,8%.

Em 2022, o estado da Amazônia Legal que registrou o maior desmatamento foi o Mato Grosso, com 224,57 km². Em seguida, estão Rondônia, com 138,79 km²; Pará, com 115,35 km²; Amazonas com 85 km² e Roraima, com 51 km².

Os dados analisados são das áreas da Amazônia Legal atingidas com desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração. A ferramenta reúne alertas e monitora o desmatamento na região da Amazônia desde 2015; porém, os dados do primeiro semestre começaram a ser computados apenas a partir de 2016.

Segundo o Inpe, as taxas calculadas são baseadas nas áreas de desmatamento maiores que 6.25 hectares.

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