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    Aquecimento da atmosfera aumenta frequência de extremos climáticos, diz coordenador do Cemaden à CNN

    Segundo Dolif, fim do inverno e começo da primavera são marcados por picos de temperatura

    Giovanni Dolif, coordenador-geral de Operações do Cemaden, em entrevista à CNN
    Giovanni Dolif, coordenador-geral de Operações do Cemaden, em entrevista à CNN Reprodução CNN

    Flávio Ismerimda CNN*

    São Paulo

    O coordenador-geral de Operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Giovanni Dolif, afirmou nesta quarta-feira (20), em entrevista à CNN, que fenômenos como a onda de calor que atinge o Brasil tendem a ser mais frequentes à medida que a atmosfera fica mais quente.

    Dolif explicou que, com o aquecimento da temperatura do planeta, teremos mais eventos de extremos climáticos como a ausência ou excesso de chuvas.

    “Os extremos são compatíveis com o clima, sempre aconteceram. Mas quando a gente observa um planeta em aquecimento, a temperatura da atmosfera e do oceano mais elevadas, os estudos mostram que essa condição mais quente está propensa a produzir mais extremos, extremos com maior frequência e com maior amplitude”, declarou.

    Segundo o coordenador do Cemaden, a onda de calor sufocante que assola vários estados do país não é inédita para essa época do ano. Conforme informou Dolif, o tempo seco característico do inverno e a maior incidência de luz solar dessa época do ano causam picos de temperatura entre o fim de setembro e o começo de outubro.

    “No final do inverno, começo da primavera, o sol já começa a ficar bem mais forte. Sem a cobertura de nuvens, sem umidade e sem chuva para evaporar e resfriar, toda essa energia que vai chegando cada vez em maior volume do sol é convertida em temperatura”, explicou.

    Onda de calor

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para a chegada de uma onda de calor em praticamente todo o Brasil ao longo desta semana. O Centro-Oeste é a região que deve ser mais afetada.

    O aviso meteorológico especial de nível laranja, que indica perigo, foi emitido na segunda-feira (18), sendo válido até sexta-feira (22).

    Na última semana do inverno, uma onda excepcional de calor vai se alastrar por inúmeros estados no Brasil. Segundo previsão do Inmet, os termômetros devem se aproximar dos 40ºC e, em algumas regiões, é possível que a temperatura chegue até os 45 °C.

    A massa de ar quente ficará concentrada entre o Paraguai e o Centro-Oeste brasileiro. Por isso, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registrarão as maiores temperaturas no período. A estimativa é de que os termômetros marquem de 40 °C a 45 °C nas regiões. Isso porque a atuação de um bloqueio atmosférico impedirá a chegada de frentes frias nos próximos dias, comuns para o período.

    Vídeo: Calor sufocante atua como uma tampa de panela retendo calor

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    *Entrevista produzida por Ana Beatriz Dias