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    Assembleia do RJ revoga Medalha Tiradentes concedida a Jairinho em 2007 

    Na ocasião, o pai do vereador exercia o segundo mandato de deputado estadual; decisão foi unânime

    Ex-namorada do vereador Dr. Jairinho deve prestar novo depoimento nesta sexta-feira (16)
    Ex-namorada do vereador Dr. Jairinho deve prestar novo depoimento nesta sexta-feira (16) Foto: Vitor Brugger - 8.mar.2021/Am Press & Images/Estadão Conteúdo

    Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

     

    O vereador Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) teve a Medalha Tiradentes cassada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (19), por unanimidade. Essa é a principal honraria do legislativo fluminense, e tinha sido concedida ao parlamentar em 2007, proposta pelo então deputado estadual Antônio Pedregal. 

    Em discussão única, o pedido apresentado pelo deputado estadual Noel de Carvalho (PSDB) foi aprovado por aclamação. Para a revogação da honraria, bastava a concordância de maioria simples dos presentes. A Medalha Tiradentes é concedida a personalidades que tenham prestado bons serviços à comunidade e precisa ser aprovada em plenário. Na ocasião em que a homenagem foi concedida, o pai de Jairinho, Coronel Jairo, era deputado estadual e estava no segundo mandato. 

    O parecer favorável à revogação da honraria foi publicada no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14) e votado nesta quarta. No documento, o relator da Comissão de Normas Internas e Proposições Externas da Alerj, Rodrigo Bacellar (Solidariedade), afirmou que o crime investigado não condiz com a honraria.

    Jairinho está preso desde 8 de abril, investigado pela morte do enteado Henry Borel de Medeiros, de quatro anos. Na mesma data, foi presa também a mãe do menino, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva. Os dois foram indiciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, sem chance de defesa e emprego de meio cruel. 

    Henry Borel de Medeiros morreu no dia 8 de março. O laudo de necropsia, produzido pelo Instituto Médico Legal (IML), aponta que o corpo de Henry Borel apresentava 23 lesões. O documento descartou a versão apresentada pelo vereador e pela professora à Polícia Civil, de que ele teria caído da cama. 

    Jairinho e a namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, estão presos pelo envolvimento na morte do filho dela, Henry Borel, no dia 8 de março. Os dois foram indiciados pela Polícia Civil do Rio por homicídio duplamente qualificado por emprego de tortura contra a criança — na denúncia, o MP agravou para “triplamente qualificado”. Segundo os peritos, a morte teve duas causas: hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. 

    O laudo da necropsia feito pelo Instituto Médico-Legal (IML), ao qual a CNN teve acesso, revela que no corpo de Henry tinha 23 lesões que não foram consideradas compatíveis com uma queda da cama, como foi sugerido pela mãe.