Bombeiros negam falta de efetivo e equipamentos para resgate em Petrópolis

Em entrevista coletiva, comandante-geral da corporação disse que pediu para que a prefeitura restringisse acessos ao município para não atrapalhar as buscas

Comando geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro em entrevista coletiva para falar sobre tragédia em Petrópolis (21.02.2022)
Comando geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro em entrevista coletiva para falar sobre tragédia em Petrópolis (21.02.2022) Lucas Janone/CNN

Lucas Madureirada CNN

no Rio de Janeiro

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O comando geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (21), falta de efetivo e de equipamentos no trabalho de resgate das vítimas da tragédia provocada pelas chuvas na cidade de Petrópolis, na Região Serrana. A afirmação foi feita pelo secretário de estado de Defesa Civil e comandante-geral da corporação, Leandro Monteiro, durante entrevista coletiva.

“Nós temos um caminhão aqui, lotado de equipamento, para ser empregado em qualquer momento. Esse caminhão veio do Centro de Suprimento e Manutenção, onde fica toda a logística do Corpo de Bombeiros, no bairro de São Cristóvão. Nem esse caminhão ainda foi acionado. Ele está aqui pronto para ser empregado”, afirmou.

A denúncia de que estaria faltando equipamentos, como capacetes, óculos, luvas, entre outros materiais, foi feita na semana passada, quando a CNN divulgou um documento do Governo do Estado, que solicitava a compra de materiais para o Corpo de Bombeiros. “Todos os quartéis têm estoque operacional e equipamentos identificados. Estão usando material operacional do estoque de Petrópolis. Não houve e não haverá falta de material”, complementou Monteiro.

O comandante disse ainda que, desde o início dos trabalhos, na última terça-feira (15), há uma média diária de 500 bombeiros militares do Rio de Janeiro trabalhando de forma técnica e coordenada, além de outros 100 de outros estados. Ele criticou ainda a presença de voluntários sem experiência nos locais de buscas, o que, segundo ele, atrapalha a atuação dos cães farejadores, que são fundamentais para a localização dos corpos soterrados.

“Eu não preciso de mais bombeiros trabalhando em campo. O que eu preciso é de um espaço seguro para os nossos cães avançarem, nossos bombeiros avançarem. A gente entende, estou aqui repetindo mais uma vez, a ansiedade da pessoa que perdeu um filho, que perdeu uma mãe, pai, irmão, amigo, a angústia, mas elas precisam confiar no Corpo de Bombeiros”, enfatizou.

Plano de operações

O Corpo de Bombeiros destacou ainda que solicitou que à Prefeitura do município que adotasse medidas para restringir o acesso à cidade e impedir a entrada do que o comandante chamou de “turistas de desastres”, o que tem contribuído para aumentar o trânsito e dificultar o deslocamento das equipes de resgate pelas regiões mais afetadas. “Bombeiro queria fechar seis principais pontos de acesso da cidade, limitando a moradores e turistas com reserva confirmada, socorro e funerária, mas a cidade não pode ser fechada pela polícia. Estamos aqui para auxiliar. Prefeito é o grande maestro dessa operação”, disse Monteiro.

A CNN entrou em contato com a Prefeitura de Petrópolis e aguarda um posicionamento para saber se o município vai adotar a medida restritiva nos acessos à cidade.

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