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    Brasil deve buscar poderes permanentes no Conselho de Segurança da ONU, diz diplomata

    Em entrevista à CNN, ex-embaixador brasileiro em Washington Rubens Barbosa apontou possibilidades do novo mandato temporário do país no órgão das Nações Unidas

    Reunião do Conselho de Segurança da ONU
    Reunião do Conselho de Segurança da ONU Reuters (30.set.2021)

    Bel CamposRicardo Gouveiada CNN

    em São Paulo

    A partir de 1º de janeiro, o Brasil volta a ocupar uma das vagas rotativas do Conselho de Segurança da ONU.

    Neste próximo período, o governo brasileiro pode alcançar uma participação definitiva no órgão com poderes de veto.

    “Uma das hipóteses é a ampliação de membros permanentes, que hoje são só cinco”, avaliou o ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa.

    “Brasil, Japão, Índia e Alemanha estão brigando para, além de votar, obter o poder de veto”, explica Barbosa.

    O diplomata, no entanto, acredita que o desafio de conquistar força no Conselho de Segurança da ONU se tornou mais difícil nos últimos anos.

    Rubens Barbosa considera que diversas entidades internacionais vivem uma crise do multilateralismo e afirma que as potências não querem abrir mão de poder.

    “O Brasil vai entrar numa dessas vagas temporárias do Conselho num momento em que a ONU está esvaziada”, analisa o diplomata.

    “Sobretudo durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos impuseram sua política e não houve possibilidade de fluência dos outros países.”

    O Brasil vai ocupar a vaga rotativa no Conselho de Segurança das Nações Unidas até o fim de 2023.

    Apesar de ser, junto com o Japão, o país que mais atuou temporariamente no grupo, o Brasil não desempenhava essa função há uma década.