Anvisa proíbe azeite extravirgem da Royal após identificação de fraude

Produto apresentou incompatibilidade com padrões de identidade e qualidade aplicáveis ao alimento, em razão da adição de outros óleos vegetais

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição e o recolhimento de um lote do azeite de oliva extravirgem da marca Royal após identificação de fraude na composição do produto. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Segundo o órgão fiscalizador, a determinação foi feita após exames laboratoriais realizados pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) que constaram que o lote 255001 do azeite apresentava adição de outro óleos vegetais na composição.

O fator configura "incompatibilidade com padrões de identidade e qualidade aplicáveis ao produto". De acordo com o Mapa, o azeite de oliva extravirgem é o produto extraído exclusivamente a partir da azeitona, sem a mistura de outro óleos.

Outro ponto destacado pela descisão é o fato do produto ter continuado a ser vendido mesmo após determinação prévia de recolhimento emitido pelas autoridades.

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Com isso, foi determinado que o lote 255001 do azeite de oliva extravirgem da marca Royal está proibido de ser comercializado, distribuído, importado, propagado e usado. A medida também determinou o recolhimento imediato do produto.

Em nota à CNN Brasil, a importadora T. Globo esclareceu que atuou exclusivamente como prestadora de serviços de importação no caso do azeite da marca Royal. Veja nota na íntegra:

"A T. Globo Importação e Exportação Ltda. esclarece que atuou exclusivamente como prestadora de serviços de importação no caso do azeite da marca Royal, na modalidade de importação por encomenda, conforme regulamentação da Receita Federal.

Nesse modelo, cabe ao cliente encomendante a definição do fornecedor, das especificações e da qualidade do produto, bem como sua distribuição no mercado brasileiro.

Entre 2024 e 2025, a T. Globo realizou a importação do produto por solicitação do ARMAZÉM MATEUS S.A., responsável pela comercialização no país.

Dessa forma, a T. Globo não possui responsabilidade sobre a qualidade, composição ou distribuição do produto, incluindo eventuais medidas de recolhimento determinadas pelos órgãos competentes.

A empresa permanece à disposição das autoridades e segue colaborando com as medidas cabíveis."