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    Brasileiro desaparecido morre durante escalada em montanha no Peru

    Irmã confirmou morte de montanhista Marcelo Delvaux, que havia desaparecido no último dia 30 de junho

    Marcelo devia ter retornado ao hotel em que estava hospedado no dia 1° de julho, mas não retornou.
    Marcelo devia ter retornado ao hotel em que estava hospedado no dia 1° de julho, mas não retornou. Reprodução/Redes sociais

    Rafael Saldanhada CNNYasmin OliveiraCatarina Nestlehnerda CNN* Em São Paulo

    O montanhista e guia Marcelo Motta Delvaux, que estava desaparecido desde o dia 30 de junho, morreu durante uma escalada no Peru, segundo familiares.

    Marcelo desapareceu no Nevado Coropuna, a quarta montanha mais alta do país com aproximadamente 6435 metros de altitude, localizada na cidade de Arequipa.

    Sua irmã Patrícia Delvaux relatou à CNN que as buscas pelo montanhista foram iniciadas no dia 4 de julho. No último dia 30 ele já tinha parado de dar notícias, já que o GPS que o guia utilizava havia parado de funcionar.

    Patrícia disse que foi informada sobre o desaparecimento de Marcelo por meio da namorada do montanhista, que falou que seria necessário acionar as autoridades peruanas.

    Marcelo devia ter retornado ao hotel em que estava hospedado no dia 1° de julho, mas não retornou.

    O hotel denunciou o desaparecimento do montanhista. Porém, como o local não possuía equipamentos e nem pessoas adeptas para a escalada, não foi possível realizar um resgate.

    A família do brasileiro então criou uma arrecadação online para contratar guias apropriados ao Peru.

    Eles foram enviados na sexta-feira (5) à noite, mas foi somente neste domingo (7) que a família recebeu a notícia que o montanhista havia sido encontrado sem vida.

    “Quando chegaram lá em cima se depararam com os bastões dele fincados no gelo e a fenda aberta, que foi por onde ele caiu e provavelmente morreu na hora. Porque ele não conseguiu acionar o ‘SOS’ do GPS, então a gente supõe que ele caiu lá. É muito profunda a fenda, muito difícil de fazer um resgate”, comentou Patrícia.

    A irmã da vítima ainda contou que as informações sobre o desaparecimento de Marcelo demoraram a chegar, tanto pelo local remoto sem internet, quanto porque nenhuma autoridade peruana retornou seu contato sobre o paradeiro do seu irmão.

    Pedro Hauck, guia de montanha e amigo de Marcelo, contou à CNN que acredita que a greta em que o brasileiro estava era muito profunda.

    A queda teria sido muito brusca e violenta e, por isso, ele teria ficado inconsciente ou não resistido às pancadas quando caiu no interior da greta.

    Pedro ainda contou que ainda não sabe quais serão os próximos passos e se a família ou o próprio governo peruano disponibilizará uma equipe para remover o corpo de Marcelo da greta.

    O Itamaraty informou, em nota, que o Setor Consular da Embaixada do Brasil em Lima, na capital do país, tem acompanhado o caso, mantido contato com as autoridades locais e familiares e amigos da vítima e prestado a assistência consular cabível.