Carnaval de rua no Rio de Janeiro não é certo em abril, diz secretário de saúde

Falta de possibilidade de controle sanitário é uma preocupação das autoridades em saúde

Foliões em bloco de rua no pré-carnaval no Rio de Janeiro
Foliões em bloco de rua no pré-carnaval no Rio de Janeiro Pilar Olivares/Reuters (23/01/2016)

Isabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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Apesar do adiamento do Carnaval para o mês de abril, o desfile dos blocos de rua na nova data ainda não é certo no Rio de Janeiro.

O secretário municipal de Saúde Daniel Soranz acredita que o cenário epidemiológico já será bem mais favorável do que o atual a partir do mês de março. Mesmo assim, a falta de possibilidade de controle sanitário pode impedir novamente a realização da festa nas ruas.

“Em relação ao carnaval de rua é tudo mais complexo. Tem uma organização para se fazer, mas é um carnaval sem nenhum tipo de controle sanitário. Bem mais complexo do que do que o carnaval na Marquês de Sapucaí ou um carnaval em local fechado”, explicou.

Soranz, no entanto, não descarta completamente a realização dos blocos. “É claro que que tudo vai depender do cenário epidemiológico. Eu acho muito difícil a gente fazer essa análise antes da gente entender panorama real do que vai aconteceu nos próximos dias”, disse o secretário.

A Prefeitura do Rio cancelou o carnaval de rua no início do ano, justamente pela falta de possibilidade de controle sanitário. Na semana passada, o anúncio foi do adiamento do Desfile das Escolas de Samba. A apresentação será no feriado de Tiradentes, am abril.

“Em todos os modelos de análise não dava para garantir a execução do carnaval com segurança sanitária na data que estava marcado. Então, o adiamento foi importante, vai permitir que os ensaios possam acontecer na Marquês de Sapucaí”, disse o secretário.

Os ensaios de rua das escolas estavam paralisados na capital fluminense desde o início do mês, quando a Riotur recomendou que fossem cancelados ou realizados nas quadras por conta do aumento de casos de Covid-19, depois da chegada da variante Ômicron.

Segundo o diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba, Gabriel David, a previsão, agora, é de que os ensaios de rua sejam realizados a partir do meio de fevereiro e os ensaios técnicos comecem em março.

Os protocolos sanitários para os desfiles, no entanto, ainda não foram estabelecidos. Pode ser que continue valendo a exigência do passaporte da vacina e do teste de Covid para componentes das escolas e público, mas tudo depende da situação epidemiológica.

“É um cenário um pouco incerto, imprevisível da Covid-19. Os números indicam e o que a gente analisa, com as curvas dos outros países, é um cenário muito mais favorável a partir da primeira ou segunda semana de março”, projeta Soranz.

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