Cartucho de bala não foi encontrado, diz delegado sobre morte de PM em SP

Em entrevista ao Live CNN, o delegado Lucas Lopes explicou a importância do cartucho na investigação da morte da PM

Da CNN Brasil
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O delegado Lucas Lopes, responsável pela investigação da morte da PM Gisele Santana, revelou em entrevista ao Live CNN nesta quinta-feira (19) que o cartucho da bala utilizada no crime não foi encontrado no local. Segundo ele, este elemento seria essencial para a análise técnica do caso.

"Foi imediatamente um fato que nos chamou a atenção porque não foi encontrado até o presente momento esse cartucho. Nós não conseguimos localizá-lo mesmo diante de diversas diligências e buscas no local", afirmou o delegado.

Lopes destacou a importância desse item para a investigação: "O cartucho seria essencial porque, a partir da posição dele, os peritos conseguiriam ter uma maior precisão na questão da posição do corpo. Era um elemento técnico pericial essencial para a análise de confirmação de um possível suicídio ou afastamento dessa hipótese".

A investigação levou à prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte da esposa. Durante a entrevista, o delegado também esclareceu pontos sobre a presença de um desembargador no local do crime, após o tenente-coronel ter feito contato telefônico com ele.

Segundo o delegado, o desembargador compareceu ao local por um vínculo pessoal com o investigado, mas sua presença não interferiu nas investigações. "Em nenhum momento ele se apresentou como desembargador, somente há o registro dele ali porque os militares fizeram constar o nome de todas as pessoas presentes na ocorrência", explicou Lopes.

O delegado ressaltou ainda que o desembargador não foi o primeiro contato feito pelo tenente-coronel após o ocorrido, contrariando informações iniciais. "Realmente ele realizou diversas ligações anteriores, conforme constam nos registros que nós analisamos. O desembargador foi posteriormente, inclusive após o 190", concluiu.

Veja na íntegra a nota da defesa:

"O escritório de advocacia MALAVASI SOCIEDADE DE ADVOGADOS, contratado para assistir o Tenente-Coronel GERALDO LEITE ROSA NETO no acompanhamento das investigações relativas ao suicídio de sua esposa, vem a público prestar esclarecimentos.

Ante o recente decreto dúplice de prisão do Tenente-Coronel pelos mesmos fatos tanto perante a Justiça Militar quanto pela Justiça Comum, a defesa encontra-se estarrecida pela manutenção da competência de ambas as jurisdições.

Informa que sabedor dos pedidos de prisão em seu desfavor desde a data do dia 17/3 não só não se ocultou, como forneceu espontaneamente comprovante de endereço perante a Justiça, local onde foi cumprido o mandado de prisão, ato ao qual, embora manifestamente ilegal pois proferido por autoridade incompetente, não se opôs, tendo mantido a postura adotada desde o início das apurações de colaboração com as autoridades competentes.

Informa, por fim, que já ajuizu Reclamação perante o STJ contra o decreto oriundo da Justiça castrense e que estuda o manejo de habeas corpus quanto à decisão da 5ª Vara do Júri da Capital.

Reitera que seguem sendo divulgadas informações e interpretações que alcançam aspectos de sua vida privada, muitas vezes por meio de conteúdos descontextualizados, ocasionando exposição indevida e repercussões que atingem sua honra e dignidade.

A intimidade, a vida privada, a honra e a imagem constituem direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal (art. 5º, X), razão pela qual a divulgação de elementos pertencentes a essas esferas encontra limites nas garantias constitucionais, sendo certo que, no momento oportuno, sua equipe jurídica irá reprochar toda e qualquer divulgação ou interpretação que venha vilipendiar tais direitos em relação ao Tenente-Coronel.

Por fim, o escritório reafirma sua confiança na atuação das autoridades responsáveis pela condução das investigações e reitera que o Tenente-Coronel aguarda a completa elucidação dos fatos."

 

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