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    Caso Hadassa: Justiça pede proteção a suspeito de matar menina de 4 anos

    Reynaldo Rocha Nascimento disse ter sido agredido com socos e que foi asfixiado com sacola plástica após ser preso

    Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, foi estuprada e morta por um parente na Baixada Fluminense
    Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, foi estuprada e morta por um parente na Baixada Fluminense Reprodução/redes sociais

    Fábio Munhozda CNN

    Em São Paulo

    Em audiência de custódia realizada na tarde da última quarta-feira (13), a Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão do pedreiro Reynaldo Rocha Nascimento, 22 anos, e determinou que ele fique em cela onde “seja respeitada sua integridade física”.

    Reynaldo foi preso no último domingo (10) por suspeita de ter matado e estuprado a garota Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, em Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. Ele é primo da mãe da menina.

    Na decisão, a juíza que conduziu a audiência de custódia determinou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que providencie “a prisão do custodiado em cela que seja respeitada sua integridade física, diante dos relatos do indiciado de que teria sido ameaçado e agredido por outros presos”.

    O suspeito disse, na audiência, que “foi agredido por ocasião de sua prisão”. “Disse que foi agredido com socos [na] costela e costas, sendo asfixiado com sacola plástica.”

    De acordo com a magistrada, Reynaldo foi submetido a exame de corpo de delito. “Disse ter marcas das agressões e foi apresentado com lesões aparentes”, escreveu a juíza.

    Reynaldo é representado no processo pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro. A CNN tenta contato com a advogada responsável pela defesa para obter um posicionamento, mas ainda não obteve retorno.

    Relembre o caso

    Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Kemilly Hadassa foi morta na madrugada de sábado (9). Conforme as investigações, a mãe de da menina, Suellen da Silva Roque, teria deixado a garota sozinha em casa com outras duas crianças para ir a uma festa nas proximidades.

    Quando a mãe estava fora de casa, Reynaldo teria invadido o imóvel e tirado a menina de casa para estuprá-la. Ele disse, segundo a polícia, que decidiu matá-la para evitar ser descoberto com o choro da garota.

    No dia seguinte, Reynaldo foi cercado por populares, que suspeitavam que ele teria cometido o crime. Ele foi levado pela Polícia Militar para prestar depoimento na delegacia e confessou que havia estuprado e matado Kemilly e escondido seu corpo em um saco de ração.

    O primo indicou à polícia o local em que teria deixado o corpo da criança, à beira de uma vala de esgoto que fica próximo de sua casa. Os agentes fizeram uma busca no local e encontraram o cadáver. O homem foi preso temporariamente até que o caso seja julgado.

    O corpo de Kemilly Hadassa foi enterrado na segunda-feira (11) em um cemitério municipal de Nova Iguaçu.

    A Polícia Civil informou que a mãe de Kemilly será investigada por abandono de incapaz pelo fato de ter deixado a criança sozinha em casa durante a madrugada.

    Histórico do suspeito

    Reynaldo Rocha Nascimento já havia sido condenado a seis anos e quatro meses de prisão, no regime semiaberto, por causa de dois assaltos dos quais participou em 2021.

    De acordo com o processo, os assaltos ocorreram em janeiro de 2021 na Pedra do Arpoador, área nobre do Rio de Janeiro, entre 9h30 e 10h. Reynaldo estava acompanhado de outros dois criminosos, um maior de idade e um menor.

    Conforme os autos, o primeiro caso ocorreu por volta das 9h30. A vítima, do sexo feminino, estava sentada na areia da praia quando o grupo a abordou pelas costas e disse: “Não corre, senão eu vou te furar toda.”

    Pouco depois deste assalto, e ainda de acordo com o processo criminal, os ladrões abordaram outra mulher e ordenaram a ela que entregasse o telefone celular. Em depoimento, a vítima disse que teve medo de ser jogada no mar.