Avião que caiu no Pantanal voava em horário irregular, diz polícia
Aeronave também não tinha autorização para transportar passageiros de forma remunerada; acidente deixou quatro pessoas mortas
O avião de pequeno porte que caiu e deixou quatro pessoas mortas no Pantanal de Mato Grosso do Sul não tinha autorização para transportar passageiros de forma remunerada e voava em horário irregular, segundo a polícia. O acidente aconteceu na Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana, na noite desta terça-feira (23).
Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, foi identificada uma "operação [da aeronave] fora do horário na pista onde [as vítimas] faziam o pouso".
No acidente morreram, além do piloto Marcelo Pereira de Barros, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. Eles estavam no Pantanal para a produção do documentário Planeta Esponja.
O avião também não tinha autorização para realizar táxi aéreo, segundo consulta ao RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro) da Anac. No documento, obtido pela CNN, é possível visualizar que a aeronave de matrícula PT-BAN, modelo Cessna 175 fabricado em 1958, estava registrada na categoria “privada – serviço aéreo privado”, com status de “operação negada para táxi aéreo”.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação de busca e resgate após a queda durou cerca de nove horas, por conta da distância e das condições de acesso ao local. O acidente ocorreu no momento em que a aeronave realizaria o pouso na fazenda Barra Mansa, em uma zona rural do município.
A delegada ainda afirmou que a identificação dos quatro mortos foi dificultada pela carbonização dos corpos. “Os corpos acabaram carbonizando, trazendo diversos prejuízos para a identificação”, explicou Ana Cláudia.
Arquiteto chinês, cineastas e piloto: quem são as vítimas de acidente em MS
Ainda não há informações sobre o que causou a queda.


