Chuva esvazia primeiro dia do festival Rock Brasil 40 anos no Rio de Janeiro

Evento-teste reúne 18 artistas nos finais de semana de outubro no centro do Rio de Janeiro

Pedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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Com garoa, frio e tempo nublado, os 24 integrantes da Orquestra Sinfônica da Petrobras abriram a noite deste sábado (9) se apresentando para menos de dez pessoas na pista. Sob a luz ofuscante, o mestre de cerimônias listava as 18 atrações que se apresentariam nos próximos dias. Apesar do ânimo, a pista permaneceu praticamente vazia ao longo da noite, especialmente quando chuva apertou.

Por volta das oito da noite, a transmissão no YouTube marcava cerca de 200 espectadores ao vivo, menos da metade dos 500 ingressos vendidos, segundo a organização, para o primeiro dia do Rock Brasil 40 anos, festival promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil na praça da Pira Olímpica, na região da Candelária, centro do Rio de Janeiro.

“Hoje é dia de estreia, a gente tá começando o projeto hoje, mas acredito que durante a programação a gente vai conseguir um público superior. (…) Na semana que vem, por exemplo, Barão Vermelho e Ira, a gente deve receber mil pessoas. Os shows de Nenhum de Nós e Biquíni Cavadão também têm público estimado de mil pessoas”, disse à CNN o diretor de produção do evento, Peck Mecenas.

O ingresso custa de R$ 30 a R$ 60 e permite acesso a uma área com quiosques de alimentação, loja de souvenirs e bares. As entradas são diárias. Na programação, há ainda nomes como Leoni, Leo Jaime, Frejat, Paulinho Moska, Capital Inicial, Plebe Rude, Paulo Ricardo, João Carlos Martins, Bebel Gilberto e Kiko Zambianchi.

Mais avançada que outras capitais brasileiras, o Rio já liberou 26 eventos-teste, incluindo festas particulares de aniversário e casamento, além de jogos de futebol com público nos estádios.

O rígido protocolo, com obrigatoriedade do uso de máscaras, teste negativo e comprovação de vacina fez com que as pessoas levassem mais de meia hora para conseguir acessar o espaço do evento, mesmo sem fila.

O dentista Mauro de Paula decidiu assistir aos shows com a namorada. Como profissional da saúde, ele já está vacinado com a terceira dose e foi um dos poucos pagantes que compareceram ao festival no dia de estreia. Ele avalia que o conjunto de exigências tem um lado positivo.

“Cumprimos os protocolos, acho que faltou um pouco de comunicação entre os laboratórios que estão fazendo os exames conveniados pelo evento e a direção do evento, tivemos uma certa dificuldade pra entrar, mas eu acho que faz parte, é sinal também de que estão sendo rigorosos na questão da fiscalização”, disse.

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