Cidades paulistas vão além das faixas de flexibilização do governo do estado

Respaldadas pelo STF, algumas prefeituras decidiram adotar por conta própria a flexibilização de setores não contemplados nas faixas definidas pelo estado

Débora Freitas, da CNN
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Conforme anunciado na quarta-feira (27) pelo governo de São Paulo, em 1º de junho haverá a retomada de algumas atividades econômicas de acordo com a situação da epidemia nas diferentes regiões. São cinco faixas e as regras serão definidas pelos municípios.

A maior parte das administrações municipais vai definir as regulamentações até o fim de semana, mas a CNN apurou detalhes de como a flexibilização vai funcionar em algumas cidades.

Com exceção da capital, todos os municípios da região metropolitana foram colocados na faixa vermelha, a mais crítica. Só podem continuar funcionando os serviços essenciais. A decisão não agradou os prefeitos.

Guarulhos, segunda maior cidade do estado, decidiu criar regras próprias. A prioridade vai ser a abertura de alguns segmentos do comércio. Os setores estão sendo definidos e serão divulgados nesta sexta-feira (29).

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A cidade espera ainda baixar a taxa de ocupação das UTIs de 100% para 70% em uma semana com a contratação de leitos particulares e a compra de respiradores. Dessa forma, o município também quer uma mudança para uma fixa menos restrita.

Em 16 de abril, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, assim como os governadores, os prefeitos podem definir quais medidas vão tomar para enfrentar a pandemia.

São Carlos também se baseou nessa decisão para reabrir parte das atividades nesta quinta-feira (28). O município, assim como a capital, está na faixa laranja, a alega que começou a quarentena uma semana antes de todo o estado.

Em Campinas, que também está na categoria laranja, a partir de 1º de junho serão reabertas 30% das lojas de shoppings e de rua, que poderão funcionar por seis horas. Restaurantes e templos religiosos, que não estão contemplados nesta faixa, poderão funcionar com 30% da capacidade.

A cidade de Franca pediu ao governo estadual a mudança da faixa laranja para a amarela, que prevê reabertura de outros setores, como salões de beleza, por exemplo. O município assinou convênios com hospitais particulares para garantir mais leitos.

O governo de São Paulo informou por meio de nota que a classificação das fases foi feita com base na disponibilidade de leitos e evolução das taxas de contaminação em cada localidade. A nota diz ainda que a Grande São Paulo poderá ser reclassificada para fases de menor restrição a partir de 15 de junho, se houver indicadores de saúde estáveis.