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    Com avanço da Ômicron, Prefeitura do Rio se reúne com representantes de blocos de rua

    Dois tradicionais blocos da cidade, a Banda de Ipanema e Bloco da Preta, anunciaram que não desfilarão por temor ao coronavírus

    Lucas Janoneda CNN Rio de Janeiro

    Os blocos de rua da cidade do Rio de Janeiro podem não desfilar no Carnaval de 2022. Com o avanço da variante Ômicron e o temor de uma nova onda da doença, a Prefeitura do Rio se reúne nesta terça-feira (4) com representantes da Associação Independente dos Bloco da cidade (Sebastiana) para discutir o tema.

    Além de Eduardo Paes, o encontro também contará com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz.O prefeito da cidade destacou que, de acordo com as regras sanitárias vigentes, tanto os desfiles das escolas de samba, na Marquês de Sapucaí, quantos os bailes, podem ser realizados em razão da cobrança do passaporte da vacinação e/ou de testes RT-PCR.

    Já os desfiles dos blocos de rua, de acordo com Paes, requerem uma análise mais detalhada, pois, nesse caso, não há qualquer possibilidade de controle dos foliões.

    Até o momento, a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, recebeu cerca de 500 pedidos de blocos para desfiliarem na capital fluminense durante o Carnaval de 2022. Caso a festa de rua seja liberada, o número máximo de desfiles na cidade também será discutido.

    Com receio da pandemia de Covid-19, pelo menos dois importantes blocos de rua da cidade do Rio já cancelaram os desfiles para 2022. O mais novo anúncio veio da Banda de Ipanema, um dos maiores e mais tradicionais blocos de rua da capital, que afirmou por meio de uma nota que ‘ainda existem riscos para a população’.

    O Bloco da Preta, da cantora Preta Gil, também já informou que não vai desfilar pelas ruas do centro da cidade do Rio em 2022. O bloco é considerado um dos maiores que desfilam na capital durante o Carnaval.

    Sobre o desfile das escolas de samba, na Marquês da Sapucaí, uma reunião prevista para 15 de janeiro vai definir os rumos do carnaval no sambódromo do Rio. Neste mesmo dia também está previsto para o início dos ensaios técnicos das escolas de samba do grupo especial.

    O governador Claudio Castro disse, em dezembro, que ele e o prefeito Eduardo Paes iriam discutir em janeiro como será a festa. Na ocasião, ainda sem avanço da variante Ômicron, Castro chegou a dizer a epidemia da Influenza poderia impactar na decisão do governo.

    E já são 201 casos de suspeitas de variante Ômicron no Rio de Janeiro até o momento. As amostras estão sendo analisados e o resultado está previsto para sair nos próximos dias. Devido as festas de fim de ano, pesquisadores da Fiocruz alertaram para um “boom” de casos de Covid-19 em janeiro.

    Eduardo Paes também ressaltou em dezembro que, durante as festas de fim de ano, era cedo para tomar qualquer decisão a respeito do carnaval. Na ocasião, ele destacou que, de acordo com as regras sanitárias vigentes, tanto os desfiles das escolas de samba, na Marquês de Sapucaí, quantos os bailes, poderiam ser realizados em razão da cobrança do passaporte da vacinação e/ou de testes RT-PCR.

    Faltando menos de dois meses para Carnaval, 60% das arquibancadas para os desfiles do grupo especial na Marquês de Sapucaí já foram vendidas. Os desfiles acontecem nos dias 27 e 28 de fevereiro. As informações foram confirmadas neste sábado (01) pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

    Os camarotes e as frisas esgotaram no dia em que foram postos à venda, nos meses de setembro e em outubro de 2021.