“Seria irresponsável”, diz Rui Costa, governador da Bahia, sobre Carnaval em 2022

Em janeiro, o governador se reunirá com os prefeitos do estado para debater quais medidas podem ser tomadas para que o evento ocorra de forma reduzida

Rui Costa (PT), governador da Bahia
Rui Costa (PT), governador da Bahia CNN

Artur NicoceliDuda Cambraiada CNN*

São Paulo

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Apesar da ansiedade dos brasileiros pelos grandes eventos em 2022, a nova variante do coronavírus e a gripe Influenza têm feito muitos governadores debaterem quais eventos devem ser realizados no próximo ano. E o governador da Bahia, Rui Costa, já declarou nesta quinta-feira (23) que o Carnaval não irá acontecer.

Em entrevista à CNN, ele informou que “seria irresponsável realizar o evento”. Sua justificativa é que em novembro, a Bahia estava com 180 pacientes em leitos hospitalares e, desde então, o número cresceu 50%. “Nós tínhamos 2 mil casos de Covid-19, hoje chegou a 3 mil”, disse ainda.

“E pior, temos a nova variante [Ômicron] circulando, além da Influenza”, afirmou o governador. Pelo menos cinco estados brasileiros registraram mortes pela variante H3N2 do vírus da Influenza, totalizando 12 óbitos.

Costa declarou que não é possível realizar o Carnaval nos moldes que aconteceram nos últimos anos. “Caso contrário, estaria colocando a vida dos baianos em risco”, afirma.

Contudo, para a alegria de muitos foliões, em janeiro, o governador se reunirá com os prefeitos do estado para debater quais medidas podem ser tomadas para que o evento ocorra de forma reduzida.

Hoje, a Bahia permite eventos de até 5 mil pessoas em local fechado, desde que ocorra a presença de apenas pessoas que tenham tomado as três doses da vacina.

“Eu acompanhei que vários estados anunciaram ao longo de dezembro medidas semelhantes”, diz o governador. Nesta quinta-feira (23), o Diário Oficial de São Paulo publicou uma lista de 24 blocos de rua que cancelaram a participação no evento de 2022. 

Costa afirmou que o cancelamento pode deixar um impacto grande na economia da Bahia, “mas acima disso, o mais importante é a vida”.

Para ele, a solução para tratar a pandemia é ter uma “coordenação” para pautar e organizar grandes eventos.”Estamos em uma situação em que o STF (Supremo Tribunal Federal) que toma atitudes, já que o Ministério [da Saúde] se abstêm de fazer o seu papel”, declara.

Questionada pela CNN, a prefeitura de Salvador informou que não irá se pronunciar sobre o assunto: “Não haverá declaração da Prefeitura no momento”.

*supervisionada por Layane Serrano

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