Com mais de 530 milímetros, Petrópolis registra maior chuva da história

Enchentes e deslizamentos deixaram cinco mortos nesse domingo; três pessoas seguem desaparecidas

Imagens aéreas de Petrópolis mostram região alagada após chuvas do domingo (20)
Imagens aéreas de Petrópolis mostram região alagada após chuvas do domingo (20) Lucas Lamela/CNN

Beatriz Puenteda CNN

Rio de Janeiro

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A cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, registrou a maior chuva da história em 24 horas. Foram 534,4 milímetros de água acumulados no índice pluviométrico. No bairro São Sebastião, por exemplo, foram 415 milímetros apenas nas primeiras dez horas desse domingo (20).

O número foi superior ao registrado na tragédia de 15 de fevereiro, quando choveu em um dia mais do que o esperado para todo o mês. Na ocasião, foram 260 milímetros em 24 horas, sendo 250 milímetros em apenas três horas. No entanto, o temporal deixou 233 mortos e quatro pessoas seguem desaparecidas.

Nesta segunda-feira (21), Petrópolis segue com indicação de alto risco para deslizamentos no primeiro distrito e ainda há previsão de chuva moderada até esta terça-feira (22). A Secretaria de Defesa Civil emitiu mais dois alertas por SMS para os moradores em área de risco.

Na chuva do domingo, cinco pessoas morreram e outras quatro desapareceram, mas uma foi resgatada com vida. Até o momento, foram cadastradas 365 ocorrências, 250 delas por escorregamentos atingindo casas ou vias em 19 localidades.

A cidade contabiliza mais de mil pessoas em abrigos, sendo 298 que ficaram desabrigadas na tragédia de fevereiro e outras 839 que foram para os pontos de apoio no domingo.

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro, major Fábio Contreiras, desde fevereiro, as equipes continuam o trabalho de busca na cidade por quatro vítimas do primeiro temporal. Agora, a corporação procura por mais três moradores que desapareceram durante a maior chuva da história do município.

Angra dos Reis

Na cidade da Costa Verde, duas pessoas morreram também em decorrência de temporais deste domingo. O registro pluviométrico em Angra dos Reis foi o maior em 61 anos: 232,8 milímetros nas últimas 24 horas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O valor é acima da média prevista para todo o mês de março, de 206 milímetros.

Os bombeiros e a Defesa Civil atenderam ocorrências relativas a resgate de pessoas em pontos de alagamentos e queda de árvores. A previsão para terça-feira (22) em Angra dos Reis é de chuva durante todo o dia.

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