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    Corpo de Lygia Fagundes Telles é velado na Academia Paulista de Letras

    A escritora morreu de causas naturais neste domingo (3), aos 98 anos

    Lygia Fagundes Telles 
    Lygia Fagundes Telles  André Lessa/Estadão Conteúdo

    Artur Nicocelida CNN*

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    O corpo da escritora Lygia Fagundes Telles está sendo velado na Academia Paulista de Letras, no Largo do Arouche, Centro da capital paulista. O velório ocorre desde às 16 horas e é aberto ao público. Lygia será cremada no cemitério da Vila Alpina.

    Lygia morreu, neste domingo (3), aos 98 anos, em São Paulo. Segundo a Academia Paulista de Letras, a autora faleceu por causas naturais, em casa, na região dos Jardins, na capital paulista.

    As obras de Lygia abordam temas variados como o amor, a morte, o medo, o adultério e as drogas. Trata ainda de problemas sociais e explora o universo feminino, trazendo um olhar crítico ao moralismo social e deixando transparecer suas visões políticas.

    Ela foi vencedora do Prêmio Camões, em 2005, pelo conjunto da obra, e do Prêmio Juca Pato, em 2009, como intelectual do ano.

    Trajetória

    Integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), eleita em outubro de 1985, Lygia nasceu em São Paulo e passou a infância no interior do estado. Desde a adolescência, a vocação pela literatura teve o incentivo de amigos como os escritores Carlos Drummond de Andrade e Érico Verissimo.

    Lygia publicou seu primeiro livro de contos, de nome “Porões e sobrados”, em 1938. A autora recebeu prêmios como o Jabuti e Camões, em 1977, durante a ditadura militar.

    Uma das obras mais conhecidas da autora é “Ciranda de Pedra”, de 1954. Ainda nos anos 1950, publicou o livro “Histórias do Desencontro” (1958), que recebeu o Prêmio do Instituto Nacional do Livro.

    O segundo romance “Verão no Aquário”, que recebeu o Prêmio Jabuti, foi publicado em 1963. Em parceria com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes, com quem foi casada, ela escreveu o roteiro para cinema “Capitu” (1967) baseado em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.

    Na década de 1970, Lygia publicou alguns de seus livros mais marcantes: “Antes do Baile Verde” (1970), que recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França. O romance “As Meninas” (1973) recebeu os Prêmios Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e “Ficção” da Associação Paulista de Críticos de Arte. “Seminário dos Ratos” (1977) foi premiado pelo PEN Clube do Brasil.

    O livro “A Disciplina do Amor” (1980) recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. Já o romance “As Horas Nuas” (1989) recebeu o Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.

    Na década seguinte, foi publicada a obra A Noite Escura e Mais Eu (1995), que recebeu o Prêmio Arthur Azevedo da Biblioteca Nacional, o Prêmio Jabuti e o Prêmio APLUB de Literatura. Dez anos depois, Lygia foi contemplada com o Prêmio Camões, distinção maior em língua portuguesa pelo conjunto de obra.

    Do filho Goffredo da Silva Telles Neto, do primeiro casamento de Lygia, vieram as duas netas, Margarida e Lúcia, mãe da bisneta Marina.

    *Com Agência Brasi

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