Corte em universidades federais pode paralisar atividades, avalia especialista

Para Mozart Neves Ramos, a situação das instituições é grave; situação da educação básica também preocupa

Campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto
Campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Amanda Garcia, da CNN, em São Paulo

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O corte de pelo menos R$ 1 bilhão no orçamento discricionário para as universidades federais é “dramático”. Esta é a avaliação de Mozart Neves Ramos, titular da Cátedra Sério Henrique Ferreira da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (18), Mozart destacou que, caso não seja revertido, o corte fará com que as universidades paralisem as atividades. 

“A partir de julho e agosto não vão conseguir manter as atividades funcionando, são ao menos 50 hospitais universitários, com importantes pesquisas na área da Covid, é importante que a sociedade fique atenta.”

Mozart lembrou que o corte diz respeito às despesas discricionárias, ou seja, com energia, segurança, água, por exemplo. Na avaliação do especialista, há uma forte preocupação com toda a educação, não só com o ensino superior.

“A situação está grave nas universidades, tem que recompor o orçamento, mas o problema é em toda a educação. Há uma preocupação de alguns setores da educação terem um apagão, como bolsas de cientistas, não há país desenvolvido sem pesquisa e inovação fortes, da noite para o dia, pode ser que a gente tenha que parar por falta de recursos.”

“É uma situação gravíssima nas universidades e preocupante na educação básica”, completou.

Mozart Ramos ainda pediu que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se reúna com os representantes das universidades para abrir um diálogo “para não começar todo ano nessa situação de embate e para que o planejamento seja tranquilo e não sejam paralisadas as atividades no segundo semestre.”

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