Covas pede e SP pode avançar para a faixa verde já na próxima semana

Proposta é que municípios que fiquem por quatro semanas seguidas na mesma faixa automaticamente passem para a próxima fase

Caio Junqueirada CNN

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, solicitou ao governador paulista, João Doria, uma alteração nas regras de mudanças das etapas de abertura que, se aprovada pelo comitê de contingenciamento, levará a capital paulista já na sexta-feira da próxima semana a ir da faixa amarela para a verde no plano São Paulo.

A proposta é que municípios que fiquem por quatro semanas seguidas na mesma faixa automaticamente passem para a próxima fase. Hoje, para ocorrer a mudança de fases é preciso atender a critérios de ocupação de leitos. Da amarela, onde São Paulo se encontra hoje, para a verde, é preciso ter uma taxa abaixo de 60% de ocupação.

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A prefeitura, porém, deseja mudar isso. A avaliação é a de que os números do coronavírus na capital paulista estão se estabilizando e que as regras atuais acabam impondo uma taxa de ociosidade de leitos muito grande que impede o tratamento de outras doenças. Hoje, para a cidade se manter na fase amarela é preciso manter 541 leitos vagos. A cidade já chegou a ter 350 solicitações de internação por dia, hoje tem ao redor de 40. A avaliação é que a fila para o Covid-19 diminui e a de outras enfermidades deve voltar a crescer.

Nos bastidores, a prefeitura também tenta ainda alterar as regras para abertura de bares e restaurantes. O plano de Covas era que os locais abrissem seis horas por dia, mas sem limitação de horário como Doria colocou. Isso vem sendo discutido internamente.   

Em suma, a reabertura em São Paulo tem ressaltado algumas divergências entre Doria e Covas. Uma delas, sobre teatros e cinemas. Doria anunciou a reabertura, mas Covas ainda acha que não é hora de reabrir. Sobre as escolas, Doria defende que as privadas possam reabrir antes, e Covas tem dito que a rede privada só abrirá junto com a pública.   

Durante a pandemia elas ocorreram também em alguns momentos. Um deles foi quando Doria anunciou a interlocutores que haveria flexibilização e Covas foi na contramão dizendo que o lockdown era uma possibilidade.

Outra foi na relação com o governo federal. Doria fez dos anúncios palco para se contrapor ao presidente Jair Bolsonaro, e Covas evitou críticas. Muito ao contrário, ele chegou a dizer a aliados que receberia Bolsonaro na capital paulista. Parte da relativa boa situação atual na cidade é atribuída ao volume de recursos que o governo federal encaminhou, cerca de R$ 700 milhões.

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